Na edição de dezembro da revista oficial da Chape, a equipe preparou um relato ficcional em que um pai conta para o filho sobre a morte dos jogadores com base na premissa de que eles foram “convocados para um campeonato no céu”.

O texto e as ilustrações são muito sensíveis e destacam a importância de cada uma das vítimas e dos sobreviventes para o time. O formato da historinha, narrada por um pai, também serve de exemplo para como os adultos podem falar sobre morte com as crianças. Leia agora alguns trechos.

História sobre acidente da Chape

A Chapecoense ainda se recupera da dor causada pela morte de 71 pessoas na queda do avião que ia para Colômbia, onde disputariam a Copa Sul-Americana. O acidente aconteceu em 29 de novembro de 2016.

A edição da revista oficial do time de dezembro é especial. A equipe de comunicação do time surpreendeu torcedores e não-torcedores com uma história tocante sobre a morte dos jogadores, dirigentes, comissão técnica, tripulantes e jornalistas.

“Como contar ao meu filho que seus ídolos não entrariam em campo para jogar a partida mais memorável dos 43 anos da história do clube?”, inicia o relato.

A partir daí, o narrador diz que aconteceria um campeonato muito importante no céu, e que Deus queria convocar “jogadores que fugissem do estrelismo”, e atletas que “jogavam como crianças que brincam”.

No texto, o pai reforça ao filho que a convocação foi feita com base nas qualidades de cada jogador e membro da comissão técnica, e que isso os fez vitoriosos mesmo sem jogar essa partida.

A história ainda faz referência ao talento dos jornalistas esportivos, que faziam a cobertura da campanha da Chape, e também foram escalados para esse evento no céu.

“Tamanha era a qualidade, o carisma, a determinação e o comprometimento, que ficaram campeões sem nem precisar entrar em campo. Como já previam lá na Terra, conquistaram uma multidão”.

A união e as atitudes de compaixão despertadas pelo terrível acidente, no Brasil, na Colômbia e no mundo inteiro também são lembradas em detalhe no relato, que é finalizado com uma mensagem ainda mais bonita sobre a morte dos jogadores.

“Se lembra quando eu falei que Deus queria no seu time atletas que fugissem da badalação da mídia? Pois é. Agora, eles entram em campo todas as noites como as estrelas mais brilhantes do céu. E se antes de dormir você prestar bastante atenção, vai ouvi-los no vestiário batendo as portas dos armários e cantando o inesquecível ‘Vamos, vamos, Chape’”. Informações UOL.

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