Prédio do Relógio em diferentes épocas (Fotos IBGE e Wikimapia)

 

 

 

 

Bastou o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, anunciar a intenção de levar o gabinete dele para o “Prédio do Relógio” para que uma nova polêmica se estabelecesse. O prédio, que será reformado com recursos do BNDES (a obra vem sendo adiada há, pelo menos, dois anos), está sob responsabilidade do Governo do Estado e é tombado como patrimônio histórico estadual, apesar de fazer parte do complexo ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que é tombada como patrimônio nacional pelo IPHAN (exceto o Prédio do Relógio).

Olivar defende o seu feudo (Foto arquivo pessoal JO/Facebook)Olivar defende o seu feudo (Foto arquivo pessoal JO/Facebook)

A polêmica está na destinação do espaço, que segundo o superintendente de Turismo, Júlio Olivar, estava prevista a outras utilidades: “O projeto arquitetônico é lindo e favoreceria a implantação do Museu Virtual de Gente, Memorial de Porto Velho, Memorial dos Soldados da Borracha e dos Ferroviários, etc. Também seria licitado o hall para o café regional”, explica Olivar no perfil dele no Facebook. 

No entanto, a cessão do “Prédio do Relógio” à Prefeitura de Porto Velho foi autorizada informalmente pelo governador Confúcio Moura, que aguardará os trâmites burocráticos para oficializar o ato. O esperneio, talvez, seja inócuo.

JOSÉ CARLOS DE SÁ

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