O sol brilhou até o meio da tarde. Dali em diante, para milhares de porto velhenses, foi o horror. Moradores de diversos bairros da Capital enfrentaram mais algumas horas de chuva torrencial, o que, para grande parte dos moradores dessa cidade, significa casas e terrenos alagados. Representa móveis e eletrodomésticos perdidos. Representa prejuízos enormes. Horas de esforço para conter a invasão da água apodrecida que vem da rua junto com o lixo e com o esgoto. Em algumas ruas, mal terminou a alagação, quando a chuva amenizou e já começou outra, porque o volume de água que cai nessa época do ano, nessa terra, é sempre superlativo. Há décadas o problema só aumenta. Antes, atingindo menos regiões de Porto Velho, que era pouco povoada. Dos anos 70 em diante, quando começaram a explodir os índices habitacionais e a invasão de áreas de florestas, tudo piorou muito. Desde lá, todos os anos, a ladainha é a mesma: as alagações chegaram, com cada vez mais vítimas, mais gente atingida, mais casas inundadas, mais prejuízos. Passados tantos anos e com pouca coisa de concreto realizada – talvez os maiores avanços em algumas áreas mais atingidas tenham acontecido no governo de Roberto Sobrinho – chega-se ao século 21 numa situação que sempre desespera milhares moradores dessa cidade plana e onde as inundações não são fáceis de combater.

Mauro Nazif transformou o combate às alagações como principal mote de campanha. Conseguiu avançar aqui e ali, mas no contexto geral, o trabalho realizado foi pífio. Hildon Chaves, que não fez grandes compromissos nessa área, bem que poderia surpreender a comunidade e começar a agir, desde agora, para que, quem sabe, quando encerrar seus quatro anos de mandato, tenha ao menos transformado, para menos caótica, a vida de tanta gente, atingida por alagações sem fim, há tanto tempo. Hildon tem se mostrado entusiasmado e isso tem contagiado o porto velhense, que, com tão pouco tempo, está achando que, dessa vez, acertou na escolha. Bem que o prefeito poderia retribuir e anunciar que está sensível a essa grave deficiência da sua cidade e que vai começar a combatê-la já. Seria um grande presente para Porto Velho e sua gente tão sofrida!

JOELDA E SEU SOBRENOME

Ela é estreante na política. Chega cheia de planos, com um sobrenome entre os mais conhecidos e representando importante parte do segmento evangélico. Joelda Holder, filha do pastor Joel Holder, um dos importantes personagens do mundo religioso rondoniense, é mais uma cara nova na Câmara de Porto Velho, surgindo como oura esperança na busca de recuperar a imagem daquela Casa, depois de uma legislatura considerada muito abaixo das expectativas da comunidade. Joelda é a entrevistada de Sérgio Pires, no programa Direto ao Ponto, que vai ao ar nesse sábado pela manhã (10h30), na Record News/Record TV e que, a partir de domingo, pode ser assistindo no site Gente de Opinião e em vários outros. Na TV aberta, a atração pode ser assistida pelo Canal 58. Na TV a Cabo, Caval 17. Na Claro TV, Cana 411.2 e na SKY, anal 358, Não perca!

E OS DOIS MINUTOS?

Na campanha, o prefeito Hildon Chaves disse, num debate da SICTV/Record, que consegue identificar um criminoso com apenas dois minutos de conversa. Além disso, reafirmou várias vezes de que não nomearia na administração municipal, quem não tivesse ficha limpíssima. Na prática, está longe de ter o dom de detectar alguém que tenha cometido algum delito e, certamente, não foi informado sobre a vida pregressa de quem nomeou, até por uma decisão que tomou recentemente. A prova é que o Prefeito contratou, para seu gabinete, um condenado pela Justiça, pelo crime de clonagem de cartões de crédito. O homem, preso na Operação Camaleão, em 2010, foi lotado no gabinete do Prefeito, com Cargo Comissionado.CC 7 e registrado sob o número 28 59 25. Apesar de ter o mesmo sobrenome do Prefeito, o nomeado não tem qualquer grau de parentesco com o seu novo chefe. O condenado está em liberdade condicional, segundo fontes muito quentes da área policial….

CONFÚCIO CONTRA HERMÍNIO

Não há informações ainda se Confúcio Moura recolheu as custas da demanda, num processo em que está acionando o deputado Hermpinio Coelho. Na semana passada, o desembargador Valdeci Castellar Citon deu prazo de poucos dias para recolhimento das custas. Em caso contrário, a ação do Governador contra o Deputado, por injúria e difamação que teria sido praticado pelo parlamentar, será extinta. Desde seu primeiro mandato, quando Hermínio foi Presidente da Assembleia e frontalmente oposicionista ao Governador, que os dois não se bicam. Hermínio, sempre que fala de Confúcio, o faz com palavreado duro e agressivo. Mesmo não sendo de se envolver em brigas, o Governador achou que estava demais. Entrou na Justiça, exigindo retratação do parlamentar. Mas, se não pagar sua parte da demanda, aí não vai ter processo algum…

INJUSTIÇA HISTÓRICA

Há coisas que a História não muda, não importa o quanto tentem distorcê-la. Uma verdade inquestionável é a grande companheira que a ex primeira dama Marisa Letícia, foi, desde o começo da vida pública, do ex presidente Lula. Nesse momento em que ela está adoentada, vítima de um AVC, lê-se aqui e ali e ouve-se, aqui e ali, alguns absurdos, tentando denegrir a imagem dela e de sua família. São os carniceiros de plantão, que não separam as coisas da política da vida privada das pessoas, nem mesmo quando elas estão imponentes para se defenderem. Pois aqui não, violão! Dona Marisa merece todo o respeito, por sua jornada na história da defesa da democracia brasileira, ao lado do marido. Claro que não se concorda com os rumos que os governos de Lula e Dilma tomaram, mas isso é outro assunto. Tripudiar sobre uma pessoa hospitalizada e ainda ignorar sua importância histórica para o país, é um lamentável absurdo e uma injustiça inominável.

EXPLORADAS E PRESAS

A história é comum. Acontece quase todos os dias. Mulheres, que já são usadas como mulas para o tráfico de drogas e acabam presas, muitas vezes por longo tempo, dada à gravidade do crime, também são “usadas” por seus maridos e companheiros presos, para tentarem levar drogas, armas, celulares e outros produtos ilegais para dentro dos presídios. Muitas delas estão cometendo algum crime pela primeira vez e, é claro, poucas conseguem controlar o nervosismo. Acabam chamando a atenção nas ruas, da PM ou nos presídios, dos agentes e, raramente, não estão cometendo algum delito. Nessa semana, em Porto Velho, outro caso típico,. Uma mulher foi pega com uma arma de uso exclusivo da Polícia Militar (como foi parar nas mãos dela?), que, confessou, iria levar para o marido, no presídio de Ariquemes. Exploradas de todas as formas, as mulheres, quanto mais pobres, mais expostas a serem pegas, ao praticarem crimes, por exigência dos companheiros. Lamentável!

PUXÃO DE ORELHAS

O superintendente de turismo do Estado, Júlio Olivar, não gostou nada da negociação que está sendo feita entre o governador Confúcio Moura e o Prefeito da Capital, da passagem do Prédio do Relógio para ser sede da administração municipal. Sem consultar seu chefe, o que se imagina que seria o mais correto, Olivar deu uma entrevista puxando a orelha do Prefeito, por querer tomar o prédio para seu gabinete. O assunto não caiu bem nos meios políticos. Confúcio e Hildon estão tendo um diálogo muito interessante para a Capital, inclusive negociando pacotes de obras, em que o Estado fará uma parte e a Prefeitura a outra. A doação do prédio do Relógio já estava praticamente definida, depois de encontros do Prefeito com o Governador e o Chefe da Casa Civil, Emerson Castro. E agora, com a dura reação de Júlio Olivar, como fica a história? Que não percamos os próximos capítulos…

PERGUNTINHA

Não enche a gente de esperança o mutirão que a Prefeitura da Capital está realizando de limpeza na cidade e fechando dezenas e dezenas de buracos, em apenas três semanas da administração de Hildon Chaves?

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