Mosaico do dilúvio: Em sentido horário: Mamoré com Caúla (19h); Mamoré (19h); Caúla com Mamoré (17h); rua Miguel Ângelo (17h); rua Jatuarana (15h40); Pinheiro Machado com México (17h). Fotos Marcela Ximenes

As chuvas que sempre caem nesta região na época do ano, no chamado inverno amazônico, provocam os mesmos estragos, os mesmos prejuízos e as mesmas reclamações e xingamentos contra o prefeito de plantão. Mesmo não sendo deles 100% da responsabilidade. A população contribui para as alagações e sofre o revés.

Ontem dei palpites nos programas “Papo de Redação”, na rádio Parecis e no “Cidade Alerta”, da SIC TV. Em ambas mensagens enviadas eu falava da previsibilidade das consequências das chuvas: “Bairros como Lagoa, Lagoinha, Cuniã e outros com nomes que têm afinidade com água, sempre ficam alagados. O solo de toda essa região é formada por cascalho, o que dificulta a absorção da água. Isso aliado ao asfaltamento e à falta das redes de drenagem pluvial, o resultado está anunciado. Esqueci de mencionar o lixo lançado pelos moradores que entope onde tem rede coletora.”

Aproveitando um gancho do Léo Ladeia, sobre o mapeamento das áreas de risco em margens de igarapés, dei outro pitaco: “O que você falou sobre o mapeamento das áreas da cidade com os problemas de cada região parece o óbvio, mas que não foi feito. Os locais de alagamento são sempre os mesmos; os locais que desabam são sempre os mesmos e os igarapés que transbordam também são os mesmos”.

Do Passado

Lembrei que por volta de 1990, fui com um colega a um sitio que fica onde é hoje a zona leste, com acesso pela avenida Amazonas. Nós rodamos uns trinta minutos em um estrada coberta por uma lamina de água que cobria metade dos pneus da Kombi. Não atolamos, pois era só cascalho. É essa região que tem as alagações hoje.

JOSÉ CARLOS DE SÁ

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