Em Linhas Gerais

Gessi Taborda getaco@gmail.com

 

FILOSOFANDO

Entre as calamidades da guerra, pode-se citar o declínio do amor à verdade.SAMUEL JOHNSON (1709/17840), escritor e pensador inglês que chegou a ser considerado o “mais distinto homem de letras da história da Inglaterra”.

 

LIBERDADE MIDIÁTICA

O novo prefeito portovelhense abriu a primeira ação contra um site de notícias – antes de completar o primeiro mês de sua gestão – por se sentir ofendido, caluniado e injuriado pela enxurrada de acusações publicadas no site jornalístico pertencente a um ex-vereador que não conseguiu se reeleger na última campanha.

 

BOBAGEM

A iniciativa de questionar na Justiça a má fé da campanha orquestrada pelo ex-vereador através de seu site colocou o prefeito – especialmente em comentários e opiniões publicadas na rede social – como um personagem que defende a censura à imprensa, como tantos outros políticos alvos de acusações, críticas e suspeições difundidas nos veículos de comunicação.

Bobagem. O prefeito age no estrito limite legal ao buscar a Justiça para reparar os ataques que ultrapassam os limites dogmáticos do bom jornalismo e apenas usa “o direito de informar” como uma cortina para a execução de uma orquestrada campanha buscando desestabilizar aquele escolhido pelo voto do povo para conduzir a gestão municipal.

 

PARA OFENDER

Ora, para quem é do ramo e conhece um mínimo dos princípios que sempre serviram de baliza para iniciar “e alimentar” essa guerra não dá para sair em defesa de quem nem mascara o tal “animus injuriandi”. O objetivo de propagar o ódio contra quem legitimamente foi escolhido para cuidar de maneira diferente da gestão pública de Porto Velho está muito claro. Não há que se falar em liberdade de expressão, de opinião ou informação.

O prefeito age corretamente ao buscar resolver a querela no âmbito do Judiciário. Da maneira como superdimensiona as supostas de Hildon Chaves no início da gestão, é mesmo lícito imaginar que os objetivos do dono do site – um ex-vereador derrotado – são claros e segue um roteiro coordenado.

 

GRITOS DESESPERADOS

Tudo, pelo visto, não passa da tentativa de trazer à opinião pública radicalismos dualistas contra a gestão que completa seu primeiro mês. Há uma forte esperança – pela virulência das acusações com títulos espetaculosos – de transformar o eleito num personagem calhorda conivente com a corrupção. Isso justifica claramente a escolha do prefeito de procurar aclarar a situação através da manifestação do Judiciário.

Então não dá para o colunista evocar a liberdade de expressão para não apoiar a decisão do prefeito de ir se socorrer no Judiciário. Até em respeito à votação extraordinária obtida exatamente da parte do eleitorado que não tolera mais a velha politica, o prefeito não poderia ter escolhido caminho melhor, como democrata que é.

 

LIMITES

A liberdade de expressão é fundamental, mas precisa ser exercida com responsabilidade e empatia. Enfim, cada qual tem o direito de dizer e fazer o quem bem entender, salvo quando isso representa ofensa ou violência contra o outro. Na imprensa a liberdade deve imperar dentro dos limites da civilidade e da legalidade. As ofensas gratuitas a grupos, instituições ou pessoas devem ser objeto de análise do Judiciário, que dirá se elas ultrapassam o nível das regras legais.

 

Todavia, para os padrões de Rondônia, o governador (??) do estado não é nenhum bobo. Nesse momento o alcunhado “filósofo caipira” não pensa em outra coisa que não seja seu projeto de continuar na vida pública, conseguindo eleger-se para alguma coisa em 2018. As fontes próximas do político de Ariquemes dá o Senado como o grande objetivo daquele que já foi deputado federal e prefeito antes de chegar ao comando do estado.  É um objetivo possível, mas difícil, exatamente pelo fato de Confúcio estar correndo o risco de concluir seu mandato sem ter um grande legado para apresentar ao eleitorado.

 

REFORMINHAS

Fim do segundo mandato. E Confúcio não passa de um governo de reformas e “de puxadinhos”, tais como se vê na reforma inacabada do Ginásio de Esportes Cláudio Coutinho, no centro da capital de Rondônia. Nada grandioso iniciado e terminado em sua gestão. Exibe – sem alternativa – a obra bizarra do “Espaço Alternativo”, onde uma pequena fortuna foi desviada para políticos da linhagem do governador, um transformado em deputado federal e o outro um “cappo” no cenário econômico e político de Ouro Preto do Oeste.

 

APOSTA

Tudo indica que o governador tem consciência disso. Confúcio faz de tudo para que o novo prefeito renove a concessão do sistema de saneamento básico para Caerd, desistindo das PPPs que foram o carro-chefe de sua campanha. O chefe do executivo estadual procura convencer Hildon Chaves que tem todos os meios de liberar os recursos do governo federal para realizar as obras de saneamento num prazo aproximado de um ano e meio.

 

TEM TRUTA

Não dá para saber se o novo prefeito da capital vai acreditar nessa conversa. Afinal em praticamente um mandato e meio Confúcio não conseguiu fazer nada em termos do saneamento básico prometido.

Certamente a construção do sistema de saneamento básico de Porto Velho – via Caerd – daria um legado expressivo ao governador do PMDB, pavimentando o caminho para garantir o sucesso de seu projeto político.

Como o governo de Confúcio está muito próximo do blefe, é difícil acreditar na sua capacidade de realizar algo grandioso no estado.

 

MARAJÁS

Certamente muitos dos apoiadores da política confuciana deve brilhar os olhinhos diante da possibilidade da liberação da montanha de dinheiro necessária “para tocar as obras” do sistema de saneamento.

Hildon deve pesar bem as consequências desse enredo semelhante ao samba do crioulo doido. Afinal esse dinheiro – se chegar aos cofres do estado – não virá a fundo perdido. Ou seja, a conta vai ficar para ser paga após o encerramento do mandato de Confúcio. E não será a Caerd que vai resgatar isso. Afinal – gostem ou não – a Caerd no cenário de hoje parece existir apenas como garantidora de benesses de uns poucos marajás.

 

CRESCIMENTO

Ainda não dá para dizer se a tendência estimulada pelas decisões do novo presidente será sustentável, mas no momento o efeito Trump na economia americana é positivo. Pelo menos grandes investidores são unânimes em afirmar que entre empresários a avaliação é de que a economia dos EUA irá crescer com força no governo Trump.

Bem ou mal, medidas anunciadas pelo novo presidente estimulam o aumento de investimentos, da produção e dos empregos. Mas ainda não está afastada a possibilidade de que se abrirá uma nova crise no país após uma guinada passageira.

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