Uma reestruturação está sendo feita na Prefeitura, através de um grande projeto já votado na Câmara, para mudanças dentro da estrutura da administração. Haverá alguma redução de gastos mas, no final das contas, apenas 91 cargos serão extintos. Aparentemente, pode parecer uma grande mexida, mas na verdade ela é mais burocrática e administrativa do que qualquer outra coisa. No gabinete do Prefeito, por exemplo, ficarão apenas 215 comissionados, dos 518 cargos existentes. Sessenta por cento de corte. Mas os 303 servidores que de lá sairão, continuam na Prefeitura. Serão  remanejados e  transferidos para outras secretarias. Organiza-se o gabinete, diminui-se radicalmente o número de assessores, mas, no final das contas, muito pouco mais que isso. Sheakspeare diria que é muito barulho por nada: uma mudança radical na estrutura da administração para, no final, diminuir apenas e exatos 91 cargos, já que todos os demais serão absorvidos no contexto dos demais órgãos municipais.  O estudo foi encaminhado pelo prefeito Hildon Chaves à Câmara de Vereadores. Haverá sim economia com a extinção de algumas estruturas desnecessárias, como por exemplo, a representação da Procuradoria do município em Brasília. Representação em Brasília? Para que, se o próprio Prefeito tem liderado missões junto ao Congresso e Ministérios, à cata de recursos para a Capital? Também irá para o beleléu uma tal de Subsecretaria de Planejamento e Orçamento. E alguém lembra o que é a Sempre? A Secretaria criada para acompanhamento de obras? Pois ela já foi extinta. Tem mais: existem na Prefeitura, hoje, nada menos do que 733 cargos de “assessores genéricos”!. Dessa turma, os técnicos serão absorvidos para cumprir suas missões. Pelo menos 283 serão remanejados, daí para cumprir funções claras e específicas, dentro das suas qualificações. Nesse quesito, aliás, o prefeito Hildon perdeu a chance de fazer mais um corte real  de 450 cargos e não só remanejar. E, para que, afinal, serviam “assessores genéricos?”

Na Câmara, onde chegou e foi votado, o projeto esquentou um pouco os bastidores, até porque alguns nobres edis perderão espaço na administração municipal, já que seu indicados podem fazer parte dos defenestrados ou dos remanejados. A Prefeitura mexe aqui, mexe ali, reestrutura, mas a verdade é que vai precisar muito mais, até porque já foi alertada pelo Tribunal de Contas que está passando do limite prudencial, nos gastos com o funcionalismo. Não serão necessários alguns cortes mais profundos na própria carne? Não terá sido esforço demasiado para diminuir apenas menos de 100 cargos? Agora, resta esperar para ver, na prática, no que vai dar essa mudança que está sendo feita na administração da Capital…

SÃO 260 MILHÕES EM ROYALTIES

O nobre leitor sabia que, em cinco anos, a Hidrelétrica de Santo Antônio já pagou nada menos do que 260 milhões de reais em royalties, tanto para Porto Velho como para o Estado e a União? Os royalties são o pagamento mensal de compensação financeira pela utilização da água do rio Madeira para geração de energia. Do total já pago, nada menos do que 117 milhões (45 por cento) foram destinados aos cofres públicos da Prefeitura de Porto Velho. Outros 117 milhões foram destinados aos cofres do Estado e o restante para a União. Para que a população tenha acesso a essas informações e muitas outras importantes, sobre o pagamento dos royalties, a Santo Antonio inaugura um estande no Porto Velho Shopping, a partir deste sábado, dia 21. Ali, serão apresentadas todas as informações sobre os valores já pagos, sua destinação e outros detalhes que a comunidade precisa saber, até para poder cobrar dos governantes a aplicação correta de tantos recursos. As informações estarão disponíveis no estande até o próximo dia 29. Vale a pena visitar…

 

O PARLAMENTO ITINERANTE

Pimenta Bueno é a sede da Assembleia Legislativa nesta quinta. Os deputados Cleiton Roque e Só na Bença se uniram para pedir uma sessão itinerante naquela cidade, aprovada por todos os parlamentares. O presidente Maurão de Carvalho comanda o encontro, recebendo autoridades de toda a região; discutindo assuntos de interesse da grande maioria dos municípios próximos; homenageando personalidades e levando o apoio da ALE para apoiar reivindicações regionais. A prefeitura Juliana Roque será a anfitriã e, certamente, aproveitará a oportunidade para apresentar importantes reivindicações do município. As sessões itinerantes do parlamento rondoniense têm sido importantes para aproximar os deputados das comunidades e, ao mesmo tempo, uma oportunidade importante para que as populações da região beneficiada apresentem reivindicações. Essa será, provavelmente, a última itinerante do ano.

NOMES EM SEGREDO

Quem serão? Se fossem pobres, desconhecidos, seus nomes já estavam estampados nas manchetes. Ou se fossem políticos….Mas como são apenas grandes criminosos,  a Polícia Federal não divulga os nomes dos presos numa grande operação nacional, que chegou com toda a força em Porto Velho, para combate ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Mais de 20 envolvidos no crime organizado foram presos; mais de 600 quilos de cocaína pura foram apreendidos só em Porto Velho, Vilhena e na cidade mato grossense de Juara. Fora cumpridos mandados de buscas e apreensões em Rondônia, Acre, Mato Grosso, Goiás, Ceará e Distrito Federal. Numa das ações, os federais pegaram em flagrante piloto e acompanhante de um pequeno avião que levada quase 220 quilos de droga. A aeronave estava sendo reabastecida, antes de decolar para levar a droga para o Nordeste, onde seria vendida. A cocaína pura, é claro, veio da Bolívia. Os criminosos, cujos nomes são guardados a sete chaves (se fossem políticos, já estariam expostos, algemados, denunciados, vilipendiados), mantinham uma  organização criminosa que lavava o dinheiro em dezenas de bens móveis e imóveis.

ESCULHAMBAÇÃO NO ESPAÇO

Enquanto caminham as obras para conclusão do Espaço Alternativo (as bases da passarela de 184 metros estão colocadas e a implantação do sistema de estacionamento para quase 3 mil carros inicia esta semana), há uma grande reclamação sobre o número exagerado de ambulantes, que transformaram o local numa espécie de Praça Jonathas Pedrosa, aquela do centro da Capital, tomada totalmente por barracas. Há denúncias de que alguns dos ambulantes ilegais estariam até fazendo obras dentro dos quiosques que sequer estão prontos. Outros, estão fazendo ligações elétricas ilegais, o que tem causado queima de lâmpadas e, em alguns casos, deixado os comerciantes que estão legalmente instalados na área, num período de até seis horas sem energia. Não há fiscalização. Não há controle algum. Cada um faz o que quer. Não seria o caso de resolver esse problema caótico, antes que seja tarde demais? Será que Porto Velho não pode ter ao menos um local decente para que sua população usufrua? Atenção fiscalização da Prefeitura; da Eletrobras/Ceron; da Polícia Militar: vamos lá acabar com essa esculhambação?

NEGÓCIOS COREANOS E BOLIVIANOS

Os negócios com a Coreia do Sul começam a se transformar em realidade. Depois da visita recente do vice governador Daniel Pereira e uma comitiva rondoniense ao coreanos, eles retribuíram  e vieram ao Estado, para conhecer nossas potencialidades. No geral, ficaram bastante impressionados. Recebidos pelo empresário e ruralista Adélio Barofaldi, em sua fazendo, os empresários coreanos viram grandes avanços na criação de gado, que, confessaram, não imaginavam existir no Brasil. Conheceram o “boi verde”, técnicas de criação e outras inovações, que têm colocado Rondônia numa posição de destaque no contexto nacional em relação à qualidade do gado e, é claro, da carne produzida. Os visitantes também estiveram em locais de criação de peixe. Foi um primeiro contato, que pode desencadear bons negócios dos nossos produtos com os asiáticos. Agora, precisamos mexer um pouco mais perto: o mercado boliviano está aberto ao Brasil. Precisamos de produtos deles, como a ureia, por exemplo e eles precisam do nosso calcário, entre muitos produtos que temos em abundância. Com os coreanos, os caminhos para os negócios estão abertos. Com nosso vizinhos bolivianos, não!

 

DUPLICAÇÃO DA BR NA PAUTA

A questão da duplicação da BR 364, abordada recentemente nessa coluna, volta a ser motivo de debates. O senador Acir Gurgacz, que preside a Comissão de Infraestrutura do Senado, está anunciando uma audiência pública, para o próximo dia 26 (quinta-feira da semana que vem), exatamente para aprofundar os estudos do caso. Basicamente, a reunião pretende abordar as questões de concessões e duplicação da 364, no trecho entre Comodoro, no Mato Grosso e Porto Velho. Pavimentação de outras rodovias federais no Estado também estará em pauta. Qual a novidade? Há uma sim e importante. O representante rondoniense está dizendo que a Comissão só aceitará os termos da futura concessão, caso fique comprometido, nos contratos, que a duplicação seja prioridade, programada para os primeiros anos em que o sistema for implantado. O motivo é simples: das rodovias nacionais entregues à iniciativa privada, via concessão, apenas 17 por cento foram realmente duplicadas em quase uma década. Mas todas estão cheias de postos de pedágio. O projeto original da BR 364, via concessão, no trecho de Comodoro a Porto velho, prevê pelo menos oito postos de pedágio. Ninguém falou ainda em priorizar a duplicação…

PERGUNTINHA

Você acha que a decisão do Senado em manter Aécio Neves no cargo foi apenas para defender a Constituição ou teve aí por trás alguns daqueles motivos que os senadores evitam em comentar publicamente?

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