Apesar das expectativas de que o ano de 2018 será melhor para o mercado imobiliário, principalmente para Caixa Econômica Federal isso ainda não virou realidade. Segundo dados divulgados pela própria instituição bancária, a concessão de financiamentos vinculados a FGTS caiu 31,7% se comparado ao volume de empréstimos realizados no mesmo período do ano passado. Vários fatores influenciam diretamente nesse tipo de relação e vão muito além do esfriamento do mercado.

 

De acordo com o diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia, José Carlos Lino Costa, como se sabe, o financiamento habitacional é um contrato que segue o mutuário por um longo período, chegando até 35 anos. “Para se ter condição de honrar com esse tipo de contrato, o mutuário deve ter em mente que sua condição financeira deve ser estável, passando, obrigatoriamente, por um emprego estável”, aponta.

 

No entanto, com a crescente taxa de desemprego enfrentada nos últimos anos, ele observa que a mentalidade do cidadão tende a mudar, pois não pode mais se programar para assumir uma dívida a prazo tão longo. “Isso porque, como se sabe, hoje os imóveis são tomados facilmente pelos agentes financeiros, e inclusive pode haver cobrança de saldo remanescente. Essa somatória de fatores – ausência de estabilidade de emprego e possibilidade prejuízo – acabam criando uma educação financeira forçada no cidadão”, pontua José Carlos Lino Costa.

 

Também pesam as condições contratuais que são impostas pelos agentes financeiros, como acrescenta o diretor da ABMH. “Hoje, financiar um imóvel com um banco pode representar, ao final, pagamento equivalente de até duas vezes o valor do próprio imóvel. Como isso se torna praticamente impossível de se recuperar em negócio futuro, muitas pessoas deixam de adquirir imóveis com os bancos que operam no SFH e SFI para procurar outras formas, como consórcio e permuta de imóveis de mesmo valor”, observa.

 

Mesmo que o mercado imobiliário esteja em ascensão, podemos dizer que ainda não atingimos os tempos áureos vividos anteriormente, portanto, a procura realmente será menor e incomparável com aquela vivida no auge da construção civil. “Com todas as crises enfrentadas recentemente, é de se esperar que o mercado reaja com cautela e que os números tendam a ficar inferiores ao esperado, isso porque o consumidor naturalmente agirá retraído com medo de passar por algo que já passou ou experiência ruim que algum conhecido tenha vivenciado no mercado imobiliário”, finaliza José Carlos Lino Costa.

 

Sobre a ABMH – Idealizada 1999 e mantida por mutuários, a Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem como objetivo difundir as formas de defesa de quem compra imóveis, em juízo ou fora dele, com o efetivo cumprimento dos dispositivos legais. Atualmente, a Associação possui representações em nove estados (confira abaixo), além do Distrito Federal, e presta consultoria jurídica gratuita.

 

ABMH – Sede: (31) 3337-8 815 / (31) 3337-8846

ABMH Acre: (68) 3224-678 6 / (68) 9990-1128 / (68) 9999-9712

ABMH Alagoas: (82) 3357- 2043

ABMH Distrito Federal: ( 61) 3345-2492 / (61) 3345-6739

ABMH Goiás: (62) 3215-7700 / (62) 3215-7777

ABMH Mato Grosso do Sul: (67) 3015-1090 / (67) 9922-1090

ABMH Pernambuco: (81) 30 83-2841 / (81) 3083-2836

ABMH Rondônia: (69 ) 3224-7965 / (69) 8406-3555 (Oi) / (69) 8129-5100 (Tim)

ABMH Rio de Janeiro: (21) 3174 0025

ABMH São Paulo

Americana (atende Grande São Paulo e região de Campinas): (11) 966-643-785 (Oi) /(19) 3013-4643

Sorocaba: (15) 3224-1191

 

 

Dr. José Carlos Lino Costa
Diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia
Telefone: (69) 8406-3555

Comentários

comentários