O candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 9, que vai ficar neutro nas disputas a governos estaduais no segundo turno para não atrapalhar seu desempenho na votação final contra o adversário petista, Fernando Haddad.

Em entrevista à rádio Jovem Pan, o capitão reformado do Exército afirmou que a exceção será em Roraima, estado em que o candidato do PSL, Antonio Denarium, vai disputar contra o tucano José de Anchieta o governo local. Ele disse que vai ficar neutro até na disputa de Santa Catarina, local em que o candidato do seu partido, Comandante Moisés, concorre ao governo estadual contra Gelson Merísio (PSD), que também é seu apoiador.

“Nos demais estados nós ficaremos neutro, inclusive em Santa Catarina. Se eu assumir um lado, eu vou ter problema do outro, vai cair a votação”, disse.

O candidato do PSL agradeceu o apoio público do candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB). Ele frisou, no entanto, que ainda não viu uma manifestação do adversário do tucano na disputa paulista, o atual governador Márcio França (PSB). Ele disse que não quer “briga” com apoiadores dos dois lados.

Nesta segunda-feira, 8, Major Olímpio, senador eleito por São Paulo e coordenador de campanha de Bolsonaro no estado, afirmou que não há a “menor chance” de o presidenciável do PSL apoiar o tucano João Doria. “Neutralidade. Temos objetivo maior que é a eleição de Bolsonaro, não vamos entrar nessa briga doméstica aqui em São Paulo”, disse Olimpio. No começo deste mês, Major Olímpio gravou um vídeo, no qual afirma que “bolsonaristas não votam em Doria”.

Veja.com

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