Entre os furos nas contas está uma divergência de R$ 21.854.308,83 entre o saldo do inventário de bens e imóveis e o valor apurado para o próximo exercício da secretária.

Despontado a maior surpresa do primeiro turno na corrida ao governo do estado de Rondônia, o candidato do PSL, Coronel Marcos Rocha, conseguiu a façanha de obter 183.691 votos, mesmo sendo desconhecido do grande público, disputando seu primeiro pleito, o Coronel traz consigo a marca de probo e honesto, validado pelo líder maior de sus legenda, o candidato à presidência da república, Jair Messias Bolsonaro.

O fato é que mesmo sendo um rosto novo para a grande maioria dos eleitores rondonienses, Marcos Rocha não pode ser considerado um candidato “outsider” já que permeia os bastidores da política chefiando departamentos indicados pelo ex-governador e agora Senador eleito, Confúcio Moura (MDB), que já declarou oficialmente apoiar o Coronel na corrida ao controle do CPA.

Ao contrário do que muitos acreditam por conta do discurso a favor da licitude e clareza na forma de lidar com a máquina pública sempre explanado por Rocha em debates e entrevistas, o candidato de Bolsonaro em Rondônia está longe de ser um gestor livre suspeitas, aliás, uma Decisão em Definição de Responsabilidade publicado no Diário Oficial Eletrônico do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, coloca sobre Rocha a responsabilidade sobre incongruência na prestação de contas apresentadas no período em que ele foi chefe da pasta da Secretaria de Justiça – SEJUS.

De acordo com o Conselheiro Relator, Francisco Carvalho da Silva, uma auditoria do órgão sobre as contas de Marcos Rocha na SEJUS, deixou claro suspeitas de inconsistências na declaração das contas que ultrapassam a cifra dos R$ 30 milhões, ou seja, de acordo com o TCE/RO, Marcos Rocha não esclareceu onde foi parar uma montanha de dinheiro que supostamente teria sido direcionada à sua secretaria.

Entre os furos nas contas está uma divergência de R$ 21.854.308,83 entre o saldo do inventário de bens e imóveis e o valor apurado para o próximo exercício da secretária. Outra incongruência encontrada pela auditoria do TCE/RO foi de R$ 4.328.561,79 entre o saldo de bens móveis e o valor apurado para o próximo exercício.

No documento apontado pelo TCE/RO segue mais uma série divergência no dinheiro declarado e no que realmente teria passado pela secretaria de Marcos Rocha.

Na decisão do TCE, Marcos Rocha e seu contador na época, Jurandir Cláudio D’adda, sofreram imputação de Mandado de Audiência e terão de explicar onde foi parar esses milhões que de acordo com o relatório não foram devidamente justificados aos órgãos competentes.

 

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