Discutir um refinanciamento de dívidas com o fisco estadual não é tão simples assim. Torna-se necessário discutir com todos os setores da economia, para não cometermos um equívoco institucional de resultados pífios, sem contar que o prejuízo de quatro anos para um outro já inibe experimentos.

Significa que se todos os setores não forem consultados, como poderá ser uma proposta para recuperar a economia e o setor produtivo?

Um refinanciamento nos modelos  tradicionais nada mais é que um parcelamento estendido e que só atenderá a um único setor (comércio), em detrimento do setor produtivo do estado. Os demais não conseguirão nada além das primeiras parcelas, tendo em vista a inércia da economia, pois o compromisso do governo tem sido com a pontualidade da folha de servidores, e que, portanto, transforma o faturamento dos demais segmentos da economia em uma aventura.

A proposta não é justa para setores como a construção civil – que amarga a mais perversa das crises – e a indústria de transformação, que tem um desafio muito maior na criação e manutenção de empregos formais. Repetir um modelo tradicional é copiar erros do governo passado que, como vimos, não trouxe resultados práticos para o setor produtivo, e, sim, fixava metas de arrecadação para três ou quatro grandes devedores.

Ou propomos um Refis para todos os setores da economia ou vamos admitir um acordo entre quatro cavalheiros bem relacionados com o atual governo.


José Adriano é presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC)

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