Em Linhas Gerais

Gessi Taborda[email protected]

 

FILOSOFANDO

Toda doutrina social que visa destruir a família é má. Quando se decompõem uma sociedade, o que mais se acha como resíduo final não é o indivíduo, mas sim a família.VICTOR HUGO (1802/1885), poeta, escritor, dramaturgo e politico francês.

 

FAVAS CONTADAS

É cada vez mais comum nas linhas e entrelinhas da crônica política rondoniense a pintura de um quadro já estabelecido com todas as nuances para 2018. E então se fala sem nenhum pudor sobre candidaturas estabelecidas e até alianças já costuradas para a corrida rumo ao Palácio Rio Madeira, na substituição de Confúcio Moura.

O leitor mais atento deve olhar com desconfiança essas afirmações que nascem de “torcedores” e não de analistas do mundo político. Nessa altura do campeonato não existem as tais favas contadas.

 

BOBICE

Quem acredita que 2018 vai ser definido 100% em 2017 é candidato a ganhar o papel de bobo da corte numa adaptação de “Rei Lear”, a peça de Shakespeare. Mas se acreditar que tudo vai ser definido só em 2018 ganhará o papel de bobíssimo da corte na peça “A Importância de Ser Prudente”, de Oscar Wilde. As jogadas para definir as chapas para governador e senador apenas começaram.

Aliás, nesse exato momento não há mais do que três postulantes trabalhando de verdade para a montagem de estruturas e alianças visando à sucessão estadual. Mas ainda nem dá para afirmar que todos trabalham em tempo integral nesse sentido.

 

TUCANOS

É quase certo que o PSDB rondoniense terá candidato ao governo. O nome mais provável dos tucanos à sucessão estadual é o do presidente do diretório regional, Expedito Júnior, que já foi vereador, deputado federal e senador. Expedito já disputou o governo num cenário de insegurança jurídica. E mesmo assim mostrou sua força eleitoral no estado (foi o mais votado no interior) e sua fraqueza na Capital, onde teve votação pífia.

Agora é diferente: Expedito não tem mais nenhuma pendência jurídica na esfera eleitoral. Hoje seu domicílio eleitoral consolidado é em Porto Velho, cidade em que os tucanos conseguiram a maior vitória dos últimos anos, elegendo Hildon Chaves como prefeito.

 

POPULAR

Se for para a disputa do governo e não para o Senado – outra possibilidade em discussão – Expedito é nome forte. Deverá ter até mesmo estrutura melhor para fazer campanha e continuará com a vantagem de ser um político popular. Na última disputa de uma eleição dessa envergadura Expedito pessoalmente não participou do pleito, mas elegeu o filho (completamente desconhecido no circuito eleitoral) deputado federal.

O eleitor atual mantém um respeito grande pelo nome de Expedito que, imagina-se, não terá dificuldades maiores de montar uma chapa de peso, especialmente visando conquistar o eleitorado de Porto Velho.

 

NO PMDB

Organizado em todo o estado o PMDB não parece ter um nome consistente para disputar o governo, mantendo o partido na chefia da administração rondoniense. Confúcio, o governador, não pode disputar outra eleição para o cargo. Aspira ser candidato ao senado, mas em seu partido o candidato natural para esse cargo é Valdir Raupp, considerado o grande cacique peemedebista.

Então o PMDB vai preferir fazer uma aliança com outra sigla, a quem deverá fornecer o vice. E certamente para essa posição também no escalará Williames Pimentel que debutou na política disputando a prefeitura de Porto Velho, sem conseguir ao menos chegar ao segundo turno. É naturalmente carta fora do baralho longe, muito longe, de ser um trunfo.

 

SEM DEFINIÇÃO

Tem apostadores colocando suas fichas no nome de Maurão de Carvalho que toma posse hoje para mais dois anos de mandato como presidente da Assembleia.

É voz corrente que o presidente do parlamento estadual foi para o partido de Raupp com o compromisso de que seria ungido candidato na disputa pelo governo.

Todavia – embora Maurão não acredite – as informações das melhores fontes do PMDB garantem que o partido não tem nada definido sobre a manutenção do deputado como nome a ser escalado para a disputa de 2018.

 

CONFIRMADO

Ele está longe de ser o maior partido rondoniense, mas nesse momento pode se vangloriar de ser a única sigla com “um candidato confirmado” para a disputa do governo rondoniense. O leitor já deve ter percebido que estamos falando do PDT.

Acir Gurgacz conseguiu renovar, nas ultima eleição para cargos majoritários no âmbito federal, o mandato de Senador.

E já no primeiro momento daquela vitória deixou claro suas intenções de disputar o governo estadual. Sua decisão veio acompanhada de outra prioridade: a construção de uma aliança com o PMDB. Para que tal apoio seja concretizado, certamente o projeto do deputado Maurão de Carvalho vai acabar arquivado.

 

NO BREJO

Mais uma vez nosso “our man” de Brasília reafirmou o alerta aqui publicado sobre a realização de mais uma operação policial em Rondônia. De acordo com nossa fonte no DF nos próximos dias “a vaca vai para o brejo” no estado. Mais ainda não pegará aquele “boi mais antigo” que continua protegido num “estábulo privilegiado”. E mesmo assim, acrescentou a fonte: “a probabilidade de vir um tsunami” em cima de clã muito manjado na esfera judicial, é simplesmente muito grande. Quem viver verá.

 

SUMIÇO

Informe sobre a atuação do serviço reservado da polícia dá conta de um esforço redobrado para capturar Helen Ruth, a ex-deputada e ex-vereadora foragida da Justiça. No meio policial há praticamente uma certeza de que a política continua homiziada no Rio de Janeiro – cidade considerada um excelente esconderijo para quem é procurado por práticas de crime. De acordo com o informe ninguém está “aliviando” diligências em favor da foragida e há quem aposte numa captura da mesma ainda nesse semestre.

 

POSSE

Hoje é o dia da posse da mesa diretora da Assembléia para o biênio da gestão que só vai terminar daqui a 2 anos. Maurão continuará presidente. Apenas um novo deputado terá de ser escolhido para o cargo que ficou vago, em consequência da eleição de membro do parlamento estadual ao mandato de prefeito em outubro último.

Comentários

comentários