FILOSOFANDO

Há pessoas que têm os defeitos das suas qualidades, mas outras têm as qualidades dos seus defeitos. Muita mulher honesta deverá, por exemplo, a virtude à sua falta de encantos; muita gente honesta deverá a lisura à falta de inteligência.JOAQUIM NABUCO (1849/1910), era o apelido de Joaquim Aurélio Barreto, político, diplomata e historiador brasileiro.

 

BOA NOTÍCIA

A safra recorde, também prevista para Rondônia, deverá impulsionar a venda de máquinas agrícolas. A produção de veículos em janeiro cresceu 17,1% em relação ao mesmo mês do ano passado, chegando a 174,1 mil unidades fabricadas. A produção de máquinas agrícolas cresceu 82% no mês, com a produção três mil máquinas agrícolas. A previsão é que as exportações cresçam 7% em 2017, o que deve movimentar 11,7 bilhões de dólares no ano. Os postos de trabalho no setor seguem estáveis, com ligeira queda em janeiro de 0,04% em relação a dezembro de 2016.

 

A DÍVIDA

O colunista ficou assustado com a revelação feita por um economista bem informado sobre a realidade do Brasil. Quando a classe política terá coragem de tocar no tema mais explosivo e mais cruel da história recente desse país?

A maior sangria praticada contra o povo é a dívida pública brasileira. Pagamos diariamente R$ 2 BILHÕES e 600 milhões de juros. Em 40 anos o Brasil pagou R$ 28 TRILHÕES somente de juros. Estamos enxugando gelo. Petralhas e Coxinhas são parceiros do mesmo golpe. E o analfabeto eleitor paga a conta.

 

RAIVOSOS

Saiu-se muito bem o prefeito Hildon Chaves no discurso que pronunciou na tarde de segunda-feira, na sessão de abertura da nova legislatura, na Câmara Municipal. Deve ter identificado imediatamente que atrás do movimento dos servidores manifestando contrariedade com o novo prefeito tinha o DNA da raivosa e contumaz oposição (sindicalista) acostumada a manipular segmentos esperançosos de que na gestão que se inicia será possível conseguir dividendos fora da legalidade.

 

CONVENCEU

A explicação dada sobre a incorporação de gratificação a quem já recebia e a impossibilidade legal de conceder novos prêmios ferindo a legislação baixou o tom da manifestação. O discurso do chefe da administração municipal, reafirmando compromissos de prestigiar o servidor e convocando a categoria para melhorar a prestação de serviços aos contribuintes foi alinhavado com aplausos da quase totalidade dos presentes àquela sessão parlamentar, pela pública declaração de reconhecimento aos servidores conscientes de seu papel.

 

VIA CRUCIS

Assim que o parlamento estadual terminar o recesso e voltar à plena atividade o governador rondoniense deverá fazer o esforço máximo para aprovar as medidas do ajuste fiscal rondoniense, sem o qual não terá as vantagens (??) da suspensão de sua dívida com a União. Mais do que a questão da dívida (e a principal é a do Beron, fechado nos tempos em que Raupp governou o estado) o governador deverá apelar também para o alto valor da folha de pessoal.

É nesse momento que Confúcio vai ter pela frente seu grande calvário. Certamente as corporações vão gritar e pressionar muito os deputados que, como se sabe, estarão preocupados em aplainar dificuldades para renovar mandatos em 2018.

 

FALTA DINHEIRO

Rondônia não enfrenta ainda os problemas verificados em outros estados como, só para exemplificar, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e, agora mais recentemente, o Espírito Santo.

Aqui o pagamento do pessoal está em dia e – até onde se sabe – o estado ainda não pediu ajuda extra à União para equilibrar déficits. Mas que a população e os servidores não se enganem: não existe dinheiro sobrando no caixa do executivo estadual. Certos analistas entendem que a situação é ainda de aparente equilíbrio pelo fato de não existir gastos com investimentos em obras estruturantes.

 

OPÇÕES

Certamente servidores estaduais, especialmente das categorias mais organizadas, vão reivindicar aumentos de salários (ou pelo menos reposição de perdas) e não serão convencidos com essa conversa de ajuste fiscal. Para lideranças do movimento sindical de servidores, a melhor opção de Rondônia seria abrir novas negociações da divida com a União (especialmente a do Beron), algumas consolidadas pela inoperância dos políticos rondonienses no Congresso. Esse pessoal não aceitará de bom grado o argumento governo peemedebista de Confúcio para reduzir drasticamente as despesas aplicando sacrifícios exatamente no salário defasado dos servidores.

 

VÍTIMAS DA PRAXE

É praxe histórica do parlamento estadual adotar posições do agrado do Executivo, sem maiores questionamentos. Os deputados (salvo honrosas exceções) relutam em se aliar ao pensamento da maioria dos rondonienses não suscetíveis à propaganda oficial.

Nem a propaganda caríssima do governo custeada com o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor consegue mudar a realidade de um governo que até agora, faltando menos de 2 anos para encerrar o segundo mandato, nada realizou.

 

INDIGENTE DE IDÉIAS

Não gerou os empregos necessários para atender as necessidades das famílias do estado, não conseguiu criar ou concluir nenhuma obra estruturante para fortalecer, fomentar e ampliar a economia rondoniense.

Os deputados que preferem ficar do lado que a vaca deita não conseguem dimensionar que o governo confuciano é indigente de ideias e de políticas capazes de esconder sua desastrosa gestão. Por isso – se não abrirem os olhos – poderão soçobrar na hora que esse “Titanic” for a pique.

 

MAIS POBRE

Atender simplesmente o desejo de um governo sem iniciativas de progresso, votando a favor de mais arrocho salarial contra os servidores, aprovando o tal pacote meio que de olhos fechados não será apenas um tiro no pé de quem pretende continuar na vida pública após 2018.

Será também uma maldade contra quem tem dedicado suas vidas para manter a máquina pública funcionando. Ninguém melhora de vida ficando mais pobre. E será isso o que se pretende fazer com o tal pacote de ajuste fiscal que deverá chegar a Assembleia após o recesso. O aviso está dado. Para quem sabe ler um pingo é letra.

 

PARA REFLETIR

Que esperança nos resta quando vemos um forte candidato a um novo mandato presidencial não hesitar em transformar em palanque eleitoral o velório da própria esposa? Do mesmo jeito que o fez com a miséria deste país? Deu-se de um lado, tirou mil vezes mais de outro lado? Quem defende pobre desvia recursos públicos? Fica rico de forma inexplicável? Que esperança restaria a um país de miseráveis que banca mandatários dos três poderes podres de ricos e privilegiados? Há reforma que dê jeito nisso?

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