Um dos vitrais do prédio (Foto JCarlos 2010)

Ainda está incerto o futuro do “Prédio do Relógio” uma das edificações remanescentes da extinta Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. O prédio, inaugurado em 1950 para abrigar a administração da ferrovia, foi passando de mão em mão e agora é reivindicado pela Prefeitura de Porto Velho para ser a sede da municipalidade.

Ocupada até há 20 dias pela Superintendência de Turismo, o prédio passaria por reformas profundas – quase uma reconstrução, pois tem infiltrações, goteiras, a umidade tomando conta de tudo, forros desabando e piso rangendo pelo peso dos anos. Na semana passada, a Setur suspendeu as obras e devolveu o prédio à Superintendência de Patrimônio da União (SPU)
O entrave agora é surreal. Acontece que o ex-governador Jorge Teixeira “doou” o “prédio do Relógio” ao (também) extinto Banco de Rondônia, o saudoso Beron, mesmo o imóvel pertencendo à União. Hoje, de forma irregular, a propriedade do edifício é da massa falida do banco. O SPU terá que retomá-lo para, então, transferir ao município – caso haja interesse.
Não sei ainda qual será o destino dos recursos de R$ 1,6 milhão, originários do BNDES, que seriam empregados na reforma abortada pela Setur.
JOSÉ CARLOS DE SÁ

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