Obra realizada pela Semagric evitou que mais de 200 familias ficassem isoladas

Por conta do desbarrancamento que vem ocorrendo nas margens esquerda do Rio Madeira, fenômeno natural que levou água abaixo um trecho do Ramal Maravilha, a prefeitura de Porto Velho construiu um novo acesso (desvio) para que as comunidades do lado esquerdo do rio não ficassem isoladas. A obra está sendo executada pela Subsecretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Semagric).

O subsecretário Aldo Castanheira Júnior informou que os trabalhos iniciaram na quarta-feira (15), em caráter de urgência, devido à gravidade da situação. Na sexta, mesmo sem a obra ter sido concluída, o trecho foi liberado para o tráfego de veículos. Ele afirmou que foram executados serviços de patrolamento, encascalhamento, drenagem e “espelho lateral” para escoamento das águas pluviais.

A construção do desvio só foi possível porque Josenir Detoni, proprietário de um lote na região, doou uma faixa de terra medindo 50 metros de cumprimento por três de largura para realizar a obra. Com isso, a prefeitura garante mobilidade a mais de 200 famílias das comunidades Maravilha, Niterói e Santo Expedito, dentre outras que vivem da agricultura e necessitam da estrada para escoar seus produtos.

Castanheira informou que além de construir o desvio, a Semagric recuperou cerca de dois quilômetros da estrada, facilitando ainda mais o acesso dos moradores. Após a conclusão da obra, a Defesa Civil Municipal vai isolar o antigo acesso e sinalizar para evitar acidentes.

No dia 25 de janeiro, a Semagric foi informada pela Defesa Civil sobre o desbarrancamento do Ramal Maravilha, vez que a cheia de 2014 modificou a topografia da margem esquerda do Rio Madeira, devido a grande quantidade de sedimento (material arenoso) acumulado próximo ao barranco.

Além disso, verificou-se que no local também existe uma grande movimentação de embarcações, o que aumenta a intensidade dos banzeiros (ondas) que atingem com muita força o barranco, fato que contribui para o aumento da “erosão fluvial”.

Texto e fotos Comdecom

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