O papo baseado na “enrolation”, aquele em que o personagem Rolando Lero,  interpretado pelo brilhante Rogério Cardoso, no Brasil do faz de conta, sai da ficção e passa a ser a realidade. Enrolar, fazer a população de idiota; prometer e nunca cumprir; inventar dificuldades para vender facilidades: são esses alguns dos  tristes caminhos criados para que os incompetentes (que têm suas vidas públicas geridas pela malandragem e pela burocracia, criada exatamente para que nada funcione), continuem prosperando nesse Brasil dos trouxas. O caso da BR 319, que deveria ligar Porto Velho a Manaus, é um dos mais tristes retratos desse lado podre do nosso país. Cada autoridade que quer agradar o povo, promete resolver o problema. Cada instituição que pode, tira sua casquinha, ainda mais depois que a maioria delas foi aparelhada pelo petismo e que só serão desaparelhadas em décadas. Cada semana, uma promessa diferente. E foi assim, nesse papo furado,  que a União já jogou no lixo mais de 100 milhões de reais. Isso mesmo! Toda essa fortuna foi gasta para fazer operações tapa buracos (no caso, tapa crateras, piscinões, abismos), num trecho putrefato da 319.

 

Numa recente reportagem sobre a tenebrosa estrada no meio da floresta, que só com muita boa vontade se pode chamar de rodovia, o Jornal Nacional da Globo, mostrou a verdadeira face da trágica situação. Um arremedo de estrada. Uma gozação com a cara do Amazônida e de todos aqueles que precisam da BR 319 para sobreviver. As obras empacam por causa das pacas!!!!. Empacam por causa de um ninho de passarinho encontrado perto. Empacam porque aqui e ali ela pode passar próximo a  uma aldeia indígena. E vá torrar dinheiro público. E vá levar 18 a 20 horas, para um trecho de menos de 900 quilômetros entre as duas capitais, dos quais somente a metade tem asfalto. O Dnit nacional agora promete de novo. Para 2018. Mas só no caso de o tio do neto do sobrinho do cunhado do vizinho da mãe da noiva, depois de analisar se nenhum animal e nenhum índio será prejudicado, não decida interromper tudo de novo. Que país é esse? É o Brasil, da “otoridade” que dá carteiraço; do ladrão que cuida dos cofres públicos e de entidades aparelhadas, que decidem, de acordo com suas ideologias, o que é melhor para a Nação. Lastimável!

 

 

 

 

 

 

O REPÚDIO DOS PAIS

 

Mais de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram, dias atrás, de uma caminhada em Ariquemes, em defesa da família e contra o ensino de sexo para crianças a partir dos seis anos, nas escolas municipais da cidade. Enquanto o Ministério Público, que jamais protestou contra a retirada de livros das escolas na administração passada, agora pede a cassação do prefeito Thiago Flores e exige que os pequenos tenham aulas de ensinamentos de sexo e apoio a temas complexos como o homossexualismo, as famílias se reuniram para se solidarizar com o Prefeito da sua cidade e repudiar a erotização do ensino infantil. Muitas mães foram claras: não vão permitir que os livros com figuras de relações sexuais e outras informações absurdas para crianças tão pequenas, sejam utilizados nas salas de aula, contra o ensino que elas querem para seus filhos. Mesmo assim, as denúncias contra o Prefeito estão mantidas.  A intenção, ao que parece, é que Estado decida o que é melhor para as crianças. Não os pais. Lamentável!

 

 

 

O FIASCO DA PULVERIZAÇÃO

 

Foi um fiasco! Essa é a palavra mais correta para a tentativa de nova mobilização das ruas no Brasil, agora a favor da Operação Lava Jato, do Juiz Moro, contra a corrupção, reformas trabalhistas. Só faltou ser, também, contra o juiz da partida Vasco e Flamengo. Ou seja, sem um alvo claro, pulverizando ideias e ideologias, o movimento foi um fracasso. Em Porto Velho, tinha mais PM para cuidar da segurança, do que manifestante. Em praticamente todas as cidades brasileiras onde a manifestação existiu, os números foram ridículos. É claro que os idiotas do PT e da esquerda comemoraram, como se fosse uma vitória deles. Claro que não foi. Tivesse como alvo um movimento antiLula, antiDilma e antiPT, as ruas estariam tomadas por multidões. O caso do domingo do tal Vem pra Rua comprova que o brasileiro só participa mesmo quando o alvo é nítido e merece o repúdio nacional. Foi o que se viu nos tempos do “Fora Dilma”!. Deu pra entender ou precisa desenhar?

 

 

DOMINGO TEM ELEIÇÃO

 

O domingo, dia 2, será de eleição. Os quase 30 mil eleitores de Guajará Mirim, quatro meses depois da grande maioria das cidades brasileiras, vai finalmente escolher seu Prefeito. O anterior, que pôde concorrer e ganhar, mesmo respondendo a processos, foi, claro, defenestrado, depois de uma gastança desnecessária e da perda de tempo numa  longa campanha. Sérgio Bouez, do PSB e Antônio Nogueira, do DEM, são os dois nomes que concorrem à Prefeitura. Bouez, aliás, é o prefeito interino, depois de ganhar a Presidência da Câmara de Vereadores e o direito de comandar a cidade até que novas eleições fossem realizadas. Outras cidades em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que tiveram problemas idênticos aos de Guajará, também farão nova eleição neste próximo domingo. Em Guajará, a nova campanha não empolgou, ao menos a alguns dias do pleito. Veremos qual será o percentual de presença do eleitorado nas urnas.

 

 

ENFIM, A PONTE SAI!

 

Embora a duplicação da BR 364 ainda esteja apenas no mundo dos sonhos, o Dnit rondoniense vai  investir, em dois anos, nada menos do que 1 bilhão de reais em obras, segundo anunciou o superintendente regional Sérgio Mamanny. A principal obra a ser concluída nesse pacote, será a ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã, que garantirá a ligação, por rodovia, com o Estado do Acre. É uma obra esperada há muitos anos e que continua em andamento, embora em slow motion, nesse período de intensas chuvas. Mamanny garantiu que a ponte ficará concluída dentro do prazo previsto. A elevada sobre a BR, que dará acesso à Rua Três e Meio, na zona sul, igualmente será entregue em breve. O que está faltando ainda é uma forte mobilização do governo rondoniense, das principais autoridades de todos os níveis; dos prefeitos e da bancada federal, para que a duplicação da 364 saia do mundo virtual e passe para o real. Mas daí, já não é pedir demais?

 

 

O APITO DO TREM

 

Parece mentira, mas  felizmente não é! A possibilidade de que o trem da Maria Fumaça volte a apitar do centro de Porto Velho até a Igrejinha de Santo Antônio, voltou a ser discutida na semana passada. E teve avanços.  Técnicos designados pela Prefeitura da Capital, andaram pelos pouco mais de sete quilômetros dos trilhos antigos, para verem o que precisa ser feito para que o passeio turístico, que encantou a Capital por vários anos, volte a ser realidade. Há vários pontos que estão totalmente destruídos e outros que precisarão obras importantes de restauração ou até construção de pequenas pontes, mas nada é impossível, quando há vontade política e recursos disponíveis. O consórcio da Santo Antônio Energia já anunciou que é parceiro na iniciativa, dentro do esquema de compensações. Já investiu pesado em muitos setores e vai investir mais ainda. O prefeito Hildon Chaves, que também já percorreu a área dos trilhos, hoje abandonados, fazendo o trajeto a pé, quer o problema resolvido o mais rápido. Enfim, será que teremos mesmo o que comemorar?

 

 

 

PERGUNTINHAS

 

As medidas que o governo federal quer tomar, como a mudança na Previdência e a terceirização de todos os serviços, vai melhorar ou piorar a situação econômica do país? O pacote em discussão no Congresso vai diminuir ou aumentar o desemprego?

 

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