Polêmico, mas falando a linguagem do povão (por isso é um dos políticos com mais mandatos Rondônia), Ernandes Amorim saiu do Senado para voltar ao início, como vereador em Ariquemes, cidade onde já foi prefeito duas vezes e  que o elegeu deputado estadual, federal e senador. Agora, na Câmara, ele também está polemizando. Quer diminuir o salário dele e de seus companheiros, porque considera os valores atuais muito altos e até inconstitucionais. Mais que isso: Amorim quer equiparação dos vencimentos do edis aos dos professores municipais. Seria, caso aprovada a ideia, uma iniciativa inédita no país e que poderia dar ao hoje vereador rondoniense, status de um nome de repercussão nacional. Os altos salários dos políticos (a começar pelos vereadores), é um dos temas mais criticados pela população trabalhadora, que ganha sempre muito mal. Amorim afirma que há três salários diferentes na Câmara, o que seria ilegal, segundo ele. O presidente da Casa ganha 13.800; os membros da Mesa Diretora 11 mil e os demais vereadores, quase 7 mil reais. Para ele, a Constituição determina que os vereadores têm que ter o mesmo salário, independente de penduricalhos.  Além disso, ao equipar os vencimentos de todos os edis ao maior salário de um professor municipal (na faixa de 5 mil reais), estaria atendendo os clamores da população e, ao mesmo tempo, abrindo espaço para que se valorize cada vez mais o professorado.

Amorim conhece muito de relações com o eleitorado. Sabe bem o que está fazendo, porque seu projeto de diminuição nos salários na Câmara é apoiado por praticamente toda a população. Menos, é claro, por seus colegas vereadores. Enquanto ele vai agradando o eleitorado, seus pares têm que ficar dando explicações do porquê não aceitarem um projeto que seria aplaudido por toda a comunidade e, certamente, transformaria a Câmara de Ariquemes num exemplo nacional. Amorim, aos 70 anos, está de olho no futuro. É candidatíssimo a uma cadeira no Congresso, no ano que vem. Vai disputar uma vaga à Câmara Federal ou pode até tentar retornar ao Senado. Seria mais um evento histórico, na sua longa e complexa carreira política. Com projetos populares como os do salário dos vereadores, ele está preparando o terreno para pisar, na eleição de 2018. Amorim sabe tudo de política!

 

CORRUPÇÃO NO INCRA

O deputado Adelino Follador, há muitos anos na vida pública e com uma carreira ilibada, fez uma denúncia gravíssima na Assembleia, dias atrás. Espera-se que a partir dela, as chamadas autoridades competentes tomem medidas enérgicas. Segundo ele, um funcionário do Incra teria cobrado uma propina de 1 mil reais a um produtor rural, para liberar um documento, sem o qual ele, produtor, não poderia continuar trabalhando.  Muito irritado, Follador disse que, infelizmente, atos como esses não são exceção em vários órgãos públicos, alegando que a corrupção campeia, sem que seja devidamente combatida e extirpada. “É uma tristeza a gente saber que essas coisas são mais comuns do que se imagina, no serviço público brasileiro”, lamentou o parlamentar. O assunto, como foi tratado publicamente, na Assembleia, certamente merecerá do Ministério Público e todos os órgãos de fiscalização, providências imediatas. Não há mais espaço para que a corrupção, seja ela do tamanho que for, continue campeando nesse país.

 

 

MÁRCIA E A REGULARIZAÇÃO

 

Não poderia estar em melhores mãos a questão da regularização fundiária em Porto Velho. Márcia Luna, a secretária que comanda o assunto, tem grande experiência, é competente e séria. Por onde passou, deixou sua marca de realizações. Comandou a Semur na parte final do governo Mauro Nazif, quando, então, a questão fundiária finalmente começou a andar. Mantida no mesmo cargo pelo prefeito Hildon Chaves (foi o único caso na composição do novo secretariado), o trabalho que vem realizando justifica a decisão. Márcia Luna anuncia agora, uma ampliação do trabalho de regularização fundiária para vários bairros da Capital. Afirma que o primeiro bairro previsto que deve ser regularizado esse ano será o Ayrton Senna, na Zona Leste da cidade. Vários outros estão na pauta. Um dos casos mais complexos, mas em andamento e com tendência de um final feliz, é o da área do centro da Capital, conhecida como Figura A. Famílias que moram há décadas naquela parte da cidade, às margens do rio Madeira, aguardando ansiosas a liberação dos seus títulos definitivos. É provável que tudo dê certo ainda esse ano.

 

 

SEM CONTROLE

 

A violência se amplia nos bairros de Porto Velho. Gangues se confrontam todos os dias, como as que atuavam em meados dos anos 90 e que acabaram graças ao trabalho de, entre outros, do então delegado Walderedo Paiva e pelo Coronel Garret (na época em que a polícia podia enfrentar bandidos, sem ser criminalizada). Agora,  todos os dias, há uma tentativa de assassinato e pelo menos uma morte. Fortemente armados (de onde vêm tantas armas?),os bandidos guerreiam entre si, na disputa por pontos de droga, mas, principalmente, pela primazia de poderem atacar os cidadãos de bem, sem serem importunados por concorrentes, já que pela polícia não o são. Mas, quando presos, em casos de exceção, pouco tempo depois estão nas ruas de novo, para cometer os mesmos crimes, tudo igualzinho, liberados pela Justiça, que têm que cumprir leis feitas para defender criminosos. Enquanto essas leis não mudarem, não há como combater a criminalidade. Nos dias de hoje, homens como Walderedo Paiva, o Coronel Garret ou o Coronel Ferro, defensores da sociedade,  teriam que se contentarem em ser meros burocratas. Lamentável!

 

 

SEMI ABERTO PARA ROUBAR

 

Por falar nisso, agora tem um novo tipo de quadrilha agindo na cidade. A de presos em regime semiaberto, beneficiados pela lei para poderem continuar matando, assaltando, estuprando. Muitos deles conseguem burlar a vigilância, cobrindo suas tornozeleiras eletrônicas com alumínio, o que impede que sejam monitorados. Organizam-se na cadeia e, quando no famigerado semiaberto, agem livremente. Nessa semana, por sorte – e azar dos criminosos – a polícia conseguiu prender um grupo de quatro assaltantes, com armamento que parecia que iam para uma guerra, praticando assaltos perto do Porto Velho Shopping. É isso que está acontecendo nesse país da inversão de valores. Grita-se em relação aos direitos dos presos, mas faz-se ouvidos moucos para os gritos da população, refém de bandidos que deveriam estar trancafiados. Será que depois da eleição de 2018, teremos um governo e um Congresso com coragem de mudar de lado, saindo do lado dos bandidos para ficar com as vítimas?

 

 

LÉO E A CONTA DE LUZ

 

Ele ainda é jovem na vida pública, mas já veterano em causas e batalhas políticas. Léo Moraes, que chegou a ir ao segundo turno na eleição municipal de Porto Velho, é o entrevistado do programa Direto ao Ponto, dessa semana. A atração da SICTV/Record News vai ao ar às 10h30 nesse sábado, quando Léo conversa com Sérgio Pires sobre vários temas. Um deles é a vitória, na Justiça, que impede à Eletrobras cobrar a energia elétrica no Estado por faixas de consumo, como antes podia fazer. Moraes quer agora diminuir ainda mais o custo da energia, numa batalha que também vai ao Judiciário, para que seja impedida a cobrança dupla de ICMS nas contas de luz. Segurança, emprego, futuro, candidatura à Câmara Federal: tudo isso está na pauta do bate papo do político com o jornalista. A partir do domingo, o Direto ao Ponto estará disponível na internet, no site www.gentedeopiniao.com.br e outros sites de notícias.

 

 

PERGUNTINHA

 

Será verdade que, mesmo com tudo o que a Operação Lava Jato tem feito; com tantas denúncias, acusações e prisões de empresários, políticos e intermediários, a corrupção continua correndo livre, leve e solta em todo o Brasil?

 

 

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