Quem não concordar, que não acredite. Mas Rondônia tem muitos bons destaques, em relação ao restante do Brasil. E não é ufanismo exagerado! Há uma série de exemplos positivos que temos dado, embora, é claro, tenhamos que reconhecer que ainda estamos a anos luz de um Estado ideal. Vamos citar apenas alguns aspectos em que nos destacamos entre as unidades da federação: nosso Judiciário é considerado um dos mais rápidos nos julgamentos; foi aqui, há 35 anos atrás, que se lançou um projeto copiado hoje em todo o Brasil, o Justiça Rápida, criado pelo juiz e hoje desembargador Roosevelt Queiroz. Tem mais: nossa carne verde, graças ao gado de corte criado no pasto, é considerada entre as melhores do mundo; o agronegócio é o que mais cresce, proporcionalmente e nossa Capital, Porto Velho, é a maior produtora entre todas as capitais da região norte. Ainda: na questão da forma em que age o governo rondoniense, também somos exemplos. Rondônia é um dos poucos Estados a não estar no vermelho; o funcionalismo recebe rigorosamente em dia; a previdência social dos servidores está superavitária e, ainda, temos recursos pesados para investimentos. Que outra região do país os têm? Muito poucos. Para esnobar: graças a Rondônia, o Brasil começa a pagar uma dívida centenária com a Bolívia. No Tratado de Petrópolis, tomamos conta do Acre e só agora, 113 anos depois, estamos abrindo caminho para as exportações bolivianas, através de nossos portos, em contrapartida.

Agora, a cereja do bolo: temos aqui duas das maiores hidrelétricas do mundo. A de Santo Antônio, por exemplo, que completou cinco anos de operação comercial, já produziu e distribuiu nada menos do 34 milhões de Megawatts/hora. Esse volume de energia é suficiente para abastecer por um ano toda a região Sudeste. É o equivalente ao volume de energia que a indústria de alimentos brasileira consome em dois anos e o que a indústria automobilística utiliza em cinco anos e meio. Com a Santo Antônio, cinco importantes regiões do país têm energia abundante. E mais: o consórcio já pagou, em compensações, mais de 195 milhões de reais. E paga ainda outros 100 milhões por ano, só em royalties. Claro que temos problemas gravíssimos ainda. Mas, dá licença: Rondônia tem sim o que comemorar, mesmo em toda essa crise que o assola nosso Brasil!

 

 

 

 

NOVENTA DIAS

O prefeito Hildon Chaves completa seus primeiros 90 dias à frente da Prefeitura de Porto Velho com resultados bastantes positivos, não se pode negar. Começou com muita vontade, cometeu alguns erros, comuns pela inexperiência na atividade pública, mas conseguiu alguns feitos dignos de registro. Mobilizou a bancada federal e conseguiu 132 milhões de reais para asfaltamento; envolveu a comunidade em programas de limpeza da cidade; colocou 31 frentes de trabalho simultâneas; mobilizou secretarias para atuarem unidas em algumas situações, como na limpeza de ginásios esportivos e praças para prática de esporte e lazer; conseguiu segurar uma série de gastos desnecessários; reorganizou muitos setores internos e, ao mesmo tempo em que se preocupa com o servidor, tira dos dirigentes sindicais que mandavam e desmandavam na Prefeitura, os superpoderes que eles tinham. Erros? Claro que os há. O caso das inúmeros contratações de cargos comissionados para seu gabinete é o maior deles, mas que ainda pode ser corrigido. Hildon está indo bem. A continuar assim, fará uma administração diferenciada, conforme prometeu na campanha.

 

TROCA DE PARTIDO

 

Nomes conhecidos começam a preparar seu caminho para uma candidatura em 2018, à Assembleia Legislativa. Ex prefeitos, ex vereadores, ex deputados e muitas novas lideranças, começam a se mexer. O troca troca de partidos também será constante, até pouco antes da  eleição, porque todos os pretendentes querem se acomodar onde tiverem mais chances de conseguir uma vaga. Nessa semana, um dos pré candidatos, aliado de primeira hora do então prefeito Mauro Nazif, desgostoso com seus ex companheiros e com o partido, deixou o PSB. Trata-se do médico Macário Barros, que já se desligou da sigla e está a procura de outra, para concorrer a Assembleia. É nome popular e que só não se reelegeu como vereador por causa de legenda, já que teve uma votação muito boa.

 

 

JOVENS TRABALHANDO

Um  programa que vai abrir postos de trabalho para 570 jovens, com salários até 1.500 reais, começou a se tornar realidade nessa sexta. É um projeto com duplo valor. Primeiro, pela chance de trabalho que dá a tanta gente na faixa etária dos 18 aos 23 anos, onde o desemprego tem maior incidência na Capital e no Estado. Segundo, porque como esses contratados vão cuidar do atendimento dos telefones 190 ; do monitoramento de câmeras de segurança e atividades burocráticas,  serão liberados dezenas de PMs e Bombeiros, que irão somarem ao policiamento de rua. Os selecionados serão capacitados para operar no serviço de atendimento 190 e outras atividades em 84 localidades, onde a PM de Rondônia está presente. O contrato estabelece a prestação de serviço durante um ano. A renovação por mais um ano exige a matrícula efetiva no ensino superior. A nova lei foi assinada pelo governador em exercício, Daniel Pereira.

 

 “VÁ PRA CURITIBA!”

 

João Dória tem mostrado que é a antítese do político amedrontado por tantas acusações, denúncias, suspeitas. No geral, os políticos, hoje, estão  arredios ao debate, a retrucarem críticas, até aceitam xingamentos, porque a grande maioria tem um rabo tão grande quanto os desaforos que têm que engolir. Dória não é dessa turma. Confrontado por idiotas, semianalfabetos e analfabetos políticos, amantes cegos do esquerdismo, têm respondido à altura. A última dele: numa solenidade de entrega de casas, um desses petistas que esquecem o que seu pessoal fez para destruir o Brasil, chamou Dória de golpista. O panaca não só ouviu vaias gerais do público, mas teve que engolir em seco quando o Prefeito de São Paulo mandou que ele se unisse à sua turma. Mas em Curitiba. O sujeito calou. Porque é em Curitiba que está presa a nata da ladroagem, que arrombou os cofres públicos do país durante o lulismo e o dilmismo. Esse sujeito vai contar até dez, daqui para a frente, antes de atacar Dória novamente.

 

O CASO DOS AMBULANTES

 

A  questão é complexa, até porque envolve gente pobre, que precisa trabalhar. Mas, de outro lado, Porto Velho não pode mais conviver com tantos ambulantes instalados nas calçadas de avenidas e ruas do centro da cidade e dos principais bairros. Muitos deles se instalam, sem serem incomodados, na frente de lojas, cujos proprietários estão correndo o risco de terem que fechar suas portas, por causa da crise e da montanha criminosa de impostos que têm que pagar. A Prefeitura deu um prazo bastante extenso para que os ambulantes mudem para locais específicos. O próprio prefeito Hildon Chaves participou de encontro com eles, explicando que o Código de Posturas do município começará a ser cumprido rigorosamente. Não há soluções paliativas. Quem ocupa logradouro público (nossas praças não são mais do povo e sim dos vendedores ambulantes), tem que se instalar em local correto, sem prejudicar os lojistas e sem impedir que o pedestre use calçadas e praças. Enfim, aos poucos a cidade começa a se organizar. Vamos ver se também em outros setores isso vai acontecer.

 

 

PRÁTICA NAZISTA

 

A prática nazista de transformar o Judiciário num braço do governo se tornou a base das  ditaduras, que querem parecer não sê-lo. A Venezuela, do tenebroso Nicolás Maduro, tentou recorrer a essa prática odiosa e antidemocrática, para enterrar de vez a chance dos venezuelanos voltarem à democracia., mas teve que voltar atrás, graças aos gritos das ruas e da comunidade internacional. Usando um argumento ridículo (de que o parlamento estaria “desacatando” o Governo, como se tivesse que ser subordinado a ele não pudesse criticá-lo), juízes decidiram enlamear suas togas, aceitando o triste papel de bonecos de ventríloquo da ditadura imposta pela força por Maduro, apoiado por parte importante do Exército e de mais de 100 mil cubanos, contratados com altos custos para os cofres venezuelanos. Mas o povo, o mesmo que passa fome, sem ter nas prateleiras dos mercados a maioria das mercadorias necessárias, não permitiu essa heresia. Infelizmente, um lindo país, com um povo valoroso, caminha para uma guerra civil, causada causada por  seu  governo ditatorial.
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PERGUNTINHA

Com o desemprego subindo para 13 milhões e 500 mil brasileiros, será que uma flexibilização acentuada nas leis trabalhistas, não amenizaria a violenta crise que atinge tantos brasileiros?

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