O polêmico ministro Gilmar Mendes criou….mais polêmica! Ele já brigou com meio mundo, diz exatamente o que pensa; se expõe, como se não fosse ministro da Suprema Corte, mas apenas um político que adora bater boca e, mais que isso, não poupa a nada e a ninguém das suas críticas mordazes. A penúltima (porque, claro, a última ainda está por vir), foi uma esculhambada que ele deu no Tribunal Superior do Trabalho, mais uma dessas excrescências que a República Sindicalista brasileira impõe à população. O TST é mesmo daquelas instituições que, se extintas, não fariam falta alguma. É um pacote de gastos imensos, que custa milhões e milhões de reais ao país e que, como resultado final, dá quase zero em troca. Dessa vez cheio de razão (embora não devesse andar falando como uma lavadeira), o ministro Gilmar Mendes afirmou que  “o TST se transformou num laboratório do PT..” Depois acrescentou que “o aparelhamento foi exitoso exatamente no âmbito do TST. Hoje, o tribunal é composto por muitos simpatizantes que foram indicados pela CUT. E nós temos um direito do trabalho engessado. O país tem 13 milhões de desempregados e com um sistema inflexível”. Bingoooooo! Em poucas frases, disse tudo, embora, mereça repetição, não é da alçada de um ministro da Suprema Corte opinar sobre esse tema e ainda dessa maneira. Mas, já que ningué­m tem a coragem de dizer, que o diga o falastrão Gilmar Mendes.  

O TST tem hoje  27 ministros (escolhidos entre pessoas entre 35 anos e  65 anos), nomeados pelo presidente da República após aprovação pelo Senado. Não é inacreditável? A primeira pergunta é óbvia: para que 27 ministros num tribunal? A resposta é clara: para colocar apaniguados, para aparelhar a Justiça do Trabalho; para manter a República Sindicalista no poder, não importa o custo que isso tenha ao País. Para construir prédios suntuosos, ampliar mordomias e engessar as relações trabalhistas, não importa quantos milhões de desempregados o país tenha.  Gilmar Mendes geralmente fala demais para um ministro do STF. Mas dessa vez, ao menos, acertou em cheio. Está na hora de se repensar não só o TST, mas também toda a superestrutura gastadora, que custa bilhões aos cofres públicos, da nossa bilionária Justiça do Trabalho.

 

BOMBA EM CANDEIAS

Se o que se ouve nos bastidores policiais tiver apenas um pouco de verdade, pode estar para explodir uma bomba de proporções destruidoras, em breve, nessas terras rondonienses. O caso tem a ver com o assassinato do prefeito de Candeias do Jamary, Chico Pernambuco, fuzilado covardemente quando chegava em sua casa, na noite de 19 de março. Cinco dias depois, a polícia colocou a mão no principal suspeito do crime, preso no Assentamento Joana D´Arc, a cerca de 100 quilômetros de Porto Velho. O homem, pego com uma arma suspeita de ter sido usada no crime, com drogas e que já tem passagem pela polícia, seria suspeito de ter sido contratado para matar o conhecido político. Claro que tudo isso faz parte, ainda, apenas das investigações iniciais. O preso teria negado qualquer participação no crime, mas experientes policiais afirmam que não há dúvida de que foi o homem preso quem cometeu o assassinato. E a bomba? O suspeito seria parente de um parente de importante autoridade de Candeias do Jamary. Ou seja, o rolo pode ser enorme, se houver fundo de verdade nessa história.

 

OS PETISTAS SE DIVIDEM

O domingo levará o PT rondoniense bastante dividido para as urnas. O comando estadual seria disputado por dois nomes bastantes conhecidos do partido. Um deles, com mandato e outro sem. Vão disputar a presidência regional o ex prefeito de Alto Alegre dos Parecis e ex deputado federal o também ex Padre Ton (agora não é mais padre) e o atual deputado estadual Lazinho da Fetagro. A disputa está acirrada, mas no momento, pelo que se sabe dos bastidores, Lazinho estaria à frente, na preferência dos petistas rondonienses. Já em Porto Velho, a disputa também é entre dois grupos. O da ex senadora Fátima Cleide terá como candidata sua irmã, a professora  Cléia Siqueira. Já a turma do ex prefeito Roberto Sobrinho, que ainda tem o domínio sobre a maioria do diretório municipal (ou ao menos tinha até recentemente), vai entrar na disputa com o nome do auditor fiscal, Professor Israel. A votação será das 9h da manhã às 17 horas, durante esse domingo que está chegando, dia 9. Embora da porta para fora o PT esteja enfrentando grandes problemas, internamente, no partido, há ainda muita ebulição política.

 

RESPEITANDO A LEI

Marco Antônio Farias vinha realizando um bom trabalho à frente da Emdur, a empresa de economia mista da Prefeitura, que é responsável pela iluminação pública da cidade. Sua ação, à frente de uma instituição complexa e que viveu péssimos momentos durante o governo Roberto Sobrinho e depois teve avanços com Mauro Nazif, melhorando bastante a iluminação da Capital (mas ainda assim, muito longe do ideal), estava demonstrando que no governo Hildon Chaves, ele teria papel relevante. O problema que Marco Antônio encontrou pela frente foi que sua nomeação era ilegal. A Lei 13.300, que está em vigor desde o ano passado, veda a dirigente de partido político a atuação como dirigente de empresa estatal. Como presidente municipal do PR, sua atuação à frente da Emdur, estava contrária à legislação. O secretário, que permaneceu pouco mais de 90 dias à frente da Emdur, teve então que pedir sua exoneração, conforme nota que expediu sobre o assunto, nessa semana.

 

 

 

A RODOVIA DA BURAQUEIRA

Mais uma voz se eleva pela recuperação e duplicação da BR 364. Os senadores Ivo Cassol e Valdir Raupp, além de vários deputados federais, já tinham se pronunciado sobre o assunto, Agora, Acir Gurgacz seguiu o mesmo caminho. Exigiu do Dnit ações urgentes para recuperar a rodovia e propôs uma audiência pública, em Porto Velho, para debater as questões da péssima condição da nossa principal rodovia, além da necessidade de duplicação da 364. A audiência está agendada para 30 de abril, na Capital, em local e horário ainda a serem divulgados. Para ele, em breve, se não forem tomadas medidas urgentes, vários trechos da BR 364 poderão ficar interditados, com o risco de isolar Rondônia e Acre do resto do Brasil. A duplicação da 364 tem que se tornar pauta de toda a bancada federal, do Governo do Estado e de todas as lideranças do Estado, sejam da política ou da área econômica. Não dá mais para se conviver com essa rodovia do terror, que mata todos os dias.

O TRABALHO DA PM

Nove foragidos presos em menos de 24 horas. Alguns deles, pegos pela segunda vez. Mais de 30 motoristas flagrados com suspeita de embriaguez ao volante, em dois dias. Pelo menos 10 casos de agressões, muitos deles de maridos ou companheiros ciumentos contra suas mulheres. Pelo menos três assaltantes pegos. O resultado é de apenas 48 horas de trabalho da Polícia Militar de Rondônia. Todos os dias, a violência que assola todo o Estado, assim como o faz no país inteiro, é pelo menos diminuída, graças a ação dos policiais que estão nas ruas. Correndo risco de vida, mesmo com salários baixos e muitas vezes apenas com as mínimas condições de trabalho. E ainda tem quem defenda os bandidos, tentando criminalizar a polícia. É essa inversão de valores que também está causando sérios danos à segurança pública. A pior delas, contudo, continuam sendo as leis canalhas, feitas para proteger a bandidagem, que entra por uma porta e sai pela outra das delegacias. Mas daí, já é outra história!

 

 

BOA GESTÃO É A DIFERENÇA

 

Tem que se destacar o trabalho que vem sendo realizado, com grande competência, por Waldo Alves, à frente da Secretaria de Educação do Estado.  Pessoa da mais alta confiança do governador Confúcio Moura, Waldo abriu mão de dias tranquilos, na sua vitoriosa vida profissional, para assumir a maior e mais complexa secretaria, com o maior orçamento e com problemas proporcionais a ele. Há uma série de desafios, enormes e diários, mas a Seduc está num movimento de melhoria em praticamente todos os seus setores. Waldo assumiu recentemente, mas os resultados dos seu trabalho e de sua equipe já podem ser observados. Claro que há ainda muitas pendências, mas até o final do mandato de Confúcio, Waldo pretende entregar a Secretaria enxuta, com escolas em bom estado e com  as principais deficiências resolvidas. Na administração pública, nem sempre o problema maior é a falta de recursos. Quando há um bom gestor, as coisas andam bem. A ação de Waldo Alves na Seduc comprovam isso.

 

 

PERGUNTINHA

Quando for totalmente esclarecido o assassinato do então prefeito de Candeias, Chico Pernambuco, poderá sobrar para quem ninguém imaginava que poderia estar envolvido ou foi apenas um crime comum?

 

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