FILOSOFANDO
“Não é preciso temer quem tem outra opinião, mas àqueles que são covardes demais para manifestá-la.” NAPOLEAO BONAPARTE (1769/1821), nasceu na Córsega, foi general republicano na Revolução Francesa. Através das guerras napoleônicas estabeleceu a hegemonia francesa por grande parte da Europa. Foi Imperador dos franceses por 10 anos.

DIFÍCIL ACREDITAR
Na semana que passou uma das colunas publicadas foi aberta com o pensamento do economista, político e intelectual brasileiro Roberto Campos que, de forma desconcertante e realista, afirmava que “o Brasil não corre o risco de dar certo”. Não é pessimismo do colunista, mas uma simples obrigação de escrever constando a realidade.
Particularmente, o colunista não acredita nesse discurso governista sobre a reforma da Previdência, como meio indispensável para o país dar certo.

RESISTÊNCIA
Na verdade o país não tem como dar certo governado (melhor dizendo, desgovernado) pela classe política que está ai, a começar pelo presidente da República. Eles mesmos estão convencidos de não ter credibilidade alguma e muito menos respaldo popular para continuar. Por isso agem no sentido de manipular sempre a opinião pública quando decidem aprovar ações como essa reforma da Previdência e encontram resistência do povo.
Os deputados e senadores (até membros da base governista) já sentiram que engolir todas as lorotas dos economistas do governo (tipo esse Henrique Meirelles) e votarem as propostas que vão tirar direitos dos trabalhadores é um risco muito grande para quem pretende disputar a o pleito de 2018.

BALÃO DE ENSAIO
Os ajustes virão sobre as regras de transição, as pensões, a aposentadoria rural, o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e as aposentadorias especiais de professores e policiais. Com a experiência de décadas no jornalismo político e o conhecimento da classe dirigente, na exploração do tema pela mídia nacional que tudo parece mais um balão de ensaio sobre o recuo.

PRESSÃO
O ponto crucial para obter-se apoio popular às propostas vindas do Alvorada tem explicação clara até para quem não se dedica a compreender as movimentações políticas de nosso país.
Um é a rejeição completa da população à reforma da Previdência, que é uma medida para acabar com a previdência pública. E uma rejeição grande ao governo que está isolado do convívio popular, sustentado apenas pelo Congresso sem legitimidade e por grandes grupos empresariais, que estão apoiando todas as reformas da Previdência, terceirização, trabalhista com a certeza de que assim ampliarão em escala geométrica os seus ganhos.

ECOS EM RONDÔNIA
Certamente essa percepção cada vez mais ampliada vai contribuir para aumentar a pressão do povo até em locais como Rondônia, onde os políticos ainda são incapazes de ampliar manifestações contra essa reforma previdenciária fajuta. Todavia Rondônia também deve ter participação na greve geral convocada para o próximo dia 28.
Como tudo isso bolado nos refrigerados gabinetes de Brasília tem como objetivo apenas o corte de verba para políticas públicas, os homens públicos rondonienses (deputados sonhando com a vitória eleitoral em 2018) precisam abandonar o modelo bocoió de fazer política e juntar-se ao povo nessa reação ao governo federal.

SOBREVIVÊNCIA
A coluna não acredita que a tal reforma da Previdência não vá passar, especialmente se a adesão ao movimento do próximo dia 28 conquistar – como se imagina – corações e mentes. Isso tudo provoca uma pressão grande aos parlamentares que estão votando nessas medidas antipopulares. Veremos nessa semana quem (de deputado e vereador) vai sair na frente com discursos de apoio à resistência popular convocada para o próximo dia 28.

TRUQUE DE MADAME
E não se deixem enganar. Nenhuma das mudanças apresentadas pelos parlamentares em Brasília é significativa o suficiente para modificar a essência do projeto.
Querem manipular a opinião pública. Se mantiver a idade e o tempo de contribuição, que dava aquela taxa de 65 anos e exigindo 49 anos de contribuição, todos já vimos que a aposentadoria já iria para 70 anos ou mais. As pessoas teriam que começar a trabalhar com 16 anos. O que se falou até agora foi em regra de transição.
Para o colunista, do jeito que está não vai passar, mas não porque o Congresso é bonzinho, mas porque está com medo.

QUE PENA
É para não se esquecer: o jornalismo feito no estado (salvo as raríssimas exceções) é tão dispensável e insosso que a data, fora os rapapés de uma federação de empresários, não foi comemorada sequer pelo Sinjor, uma entidade sindical que parece nem existir mesmo sendo, legalmente, a representante da categoria dos jornalistas rondonienses.

CENTENÁRIO
Ontem, me fizeram uma pergunta a qual me incomodou: se havia motivo para festejar o Dia do Jornalista, ocorrido na sexta-feira. Eu disse que, enquanto houver vida, em uma redação, há motivo para uma celebração.
Essa talvez seja uma das profissões mais fascinantes que existe, especialmente pela função social que o jornalismo exerce, sendo o elo de comunicação entre a informação e o cidadão comum. A melhor comemoração aos integrantes dessa categoria serão os eventos programados para marcar o Centenário do Alto Madeira. O destaque ficará para a sessão solene a ser realizada nessa segunda feira (10), às 15 horas.

PURA VERDADE
A recente viagem de uma secretária municipal portovelhense a Brasília tem dois significados: ou foi apenas aproveitar oportunidade de se fazer turismo; outro de provar que nossos deputados federais são uma lástima tão grande, a ponto de justificar a viagem de uma secretária municipal a Brasília para correr órgãos do governo federal atrás de migalhas dos recursos federais. Quem deveria se preocupar em verificar isso sãos os órgãos do controle externo. Então, com a palavra MP e TCE rondonienses.
Até o senador colocado no centro de uma gravíssima denúncia de sonegação foi visitado pela simpática e falante secretária. De repente, não mais que de repente, alguém está incensando uma provável candidatura parlamentar para 2018.

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