O que é legal pode. O que é ilegal, não pode. É o óbvio, mas na questão da greve dos ônibus em Porto Velho, o óbvio deixou de ser respeitado. A lei também.  Há muito tempo, o sindicato dos motoristas e cobradores negociava salários e melhorias com  Consórcio SIM, o que é legítimo; um direito de quem é trabalhador e deve lutar pelo que é seu. O problema começou com a forçação de barra, quando os primeiros contatos nas negociações não terminaram em acordo. Quando o Sintetuperon sequer foi representado em reunião na Justiça do Trabalho, já se imaginava o que poderia vir pela frente. Depois, diretores da entidade não foram encontrados, para receber intimação com decisão judicial que determinava que, em caso de greve, 70 por cento dos ônibus deveriam circular. Na decisão, também, há a aplicação de multa de 100 mil reais por dia, caso as determinações fossem descumpridas. Só no dia 20, quinta-feira, os dirigentes da entidade foram descobertos pelos oficiais de Justiça. Houve ainda outras tentativas de acordo, mas a partir daí, a assembleia dos trabalhadores do setor decidiu endurecer e não aceitar as propostas da entidade patronal. Isso, aliás, também dentro da mais plena legalidade. O problema começou logo depois da última reunião da categoria. Ônibus foram depredados, pneus furados e quem não estava na greve poderia correr riscos. Ou seja, após um período em que as coisas foram feitas mais ou menos dentro da lei, a violência passou a fazer parte da greve. E daí, não há como se calar.

A República Sindicalista existe no Brasil há décadas e se fortaleceu nos governos do PT, transformando nosso país no que ele está hoje (são quase 13 milhões de desempregados, por exemplo), ainda está sólida e protegida por leis dos anos 40, nas relações trabalhistas. Só agora se fala em flexibilização e apenas com pequenos avanços. Hoje, a maioria dos sindicatos, gerida por ideologias político-partidárias, vivendo do dinheiro público do imposto sindical obrigatório e, ainda, sentindo a fraqueza do atual governo, faz o que quer. Há os que, até, ignoram decisões judiciais. Em alguns casos, partem para a violência. O SIM, ao menos na noite da terça, tirou os ônibus de circulação, pelo risco de atos de vandalismo, o que causou um enorme transtorno para os usuários. É assim, enquanto patrões e empregados se confrontam,  quem perde são os mais pobres, os que dependem do transporte coletivo. Será que um dia isso vai acabar?

 

HÉVERTON AGUIAR, A NOVIDADE!

Começou a aparecer na mídia rondoniense, através de colunistas bem informados sobre as questões da nossa política, que o promotor Héverton Aguiar poderia ser um nome surpresa, como candidato ao Governo, em 2018. A conversa iniciou modesta, mas acabou se ampliando, na medida em que se constatou a aceitação do nome do competente e dedicado representante do Ministério Público. Aguiar não falou oficialmente no assunto, mas sabe-se que ele não descartou a possibilidade. Disse a amigos mais próximos que não pode negar que tem pensado no tema, mas, é claro, sem uma definição ainda. Caso confirme sua intenção de concorrer, Héverton certamente será convidado, certamente, por vários partidos. É um nome novo, quente, respeitado, filho da terra e que, caso concorra mesmo, pode mudar o quadro sucessório, como ele está postado hoje. Para entrar na briga pelo Governo, o procurador do MP teria que se desincompatibilizar do cargo e assinar ficha com um partido, até quatro meses antes do dia da eleição. É mais um promotor público que ingressa na política. O último caso, no Estado, foi o do prefeito eleito de Porto Velho, Hildon Chaves.

 

ÁGUA: CONFÚCIO GARANTE

O governador Confúcio Moura, em seu Blog, fez um longo relato sobre a questão das obras de água e saneamento em Porto Velho. Contou detalhes, explicou sobre os recursos disponíveis, contestou informações de que as obras estariam paralisadas e detalhou seus confrontos com pelo menos um ministro do Tribunal de Contas da União, com quem bateu boca e saiu da sala, deixando o ministro falando sozinho. No resumo da ópera, Confúcio prometeu que a implantação de 100 por cento do abastecimento de água para Porto Velho, é serviço que estará concluído ainda esse ano. É a mesma informação que a presidente da Caerd, Iacira Azamor, já havia dado dias atrás, contestando que todo o dinheiro para a água e esgoto teriam retornado aos cofres federais. Com relação às obras do esgoto, essas sim, estão com problemas, não se sabe se insuperáveis ou se ainda se poderá tê-las num futuro breve. Mas a questão da água, segundo o Governador, estará resolvida até o final de dezembro deste 2017. Se o for, Porto Velho comemorará um evento histórico: ter toda a população abastecida com água potável, depois de mais de um século….

 

EXTERMÍNIO DE JOVENS

Continua a guerra nos bairros ,de Porto Velho. Todos os dias tem tiroteio, quase todo o dia tem ao menos um morto. Bandido preso na semana passada, fortemente armado, informou à polícia que há uma disputa por pontos de droga em vários locais da cidade, principalmente na zona leste. Como a grande maioria dos crimes não é descoberta, até agora não existe prova concreta disso, mas uma infinidade de fortes  indícios. O que assusta mais ainda é que a maioria das vidas perdidas é de jovens, na faixa etária dos 14 anos aos 25 anos. Nessa semana, um tiroteio deixou feridos três jovens, o mais novo com 15 anos. O mais velho, de 18 anos, acabou morrendo. Os bairros da zona leste voltaram a ter gangues, como as havia nos anos 70 e 80 e que infernizaram a população. A diferença é que, naqueles tempos, a polícia podia reagir. Agora, com as  leis de proteção aos bandidos, se houver reação policial à altura, é o policial quem vai preso…

 

O TUMOR DA BUROCRACIA

Na terça, a coluna publicou crítica à Prefeitura, em relação à falta de transporte escolar em linhas e áreas rurais da Capital. Menos de 24 horas depois, a situação foi resolvida. De quem é a culpa maior pelo serviço não prestado? Obviamente, é da doentia e destruidora burocracia que assola o serviço público, em cada recanto desse país. Muitas vezes o gestor quer resolver o problema de imediato, mas não pode fazê-lo, porque se o fizer, mesmo que beneficie a comunidade, corre o risco de ser processado e preso. A burocracia infernal é um tumor gigante, transformado em metástase, um câncer que se alastrou em todos os órgãos públicos. No caso de Porto Velho, depois de um esforço da Secretaria de Educação, cumprindo ordens do prefeito  Hildon Chaves, finalmente a questão foi resolvida. Os ônibus voltaram a circular e atender as crianças, que estavam sem aula há vários dias. O que se espera é que, como todos já conhecem o labirinto a ser superado para que o sistema funcione, que se comece muito mais cedo a tratar do assunto, para que tudo não se repita daqui a alguns meses.

“FOI NA GESTÃO ANTERIOR”!

Uma operação policial na manhã dessa quarta, assustou a nova administração de Porto Velho. Várias viaturas da polícia civil chegaram à Semagric., a Secretaria de Agricultura do município. Suspeitas a  mil, num momento que qualquer operação policial arrepia a espinha de políticos e servidores públicos. O que se está  investigando é que servidores da Semagric  teriam adulterado autos se inspeção, permitindo que ao menos quatro frigoríficos da Capital pudessem produzir e revender carne, sem a qualidade exigida pelos serviços de controle de qualidade. Imediatamente, o pessoal do governo Hildon Chaves correu a contar à imprensa que os problemas que determinaram a operação, teriam acontecido na administração anterior. O subsecretário Francisco Evaldo de Lima, por exemplo, foi rápido no gatilho: “Estamos a disposição da Polícia Civil para esclarecer todos os fatos, que aconteceram na gestão passada”. Tirou logo da reta a responsabilidade do governo atual. Que, ao que tudo indica, não tem nada a ver, mesmo, com as irregularidades.

CONTRA O UBER

Na semana passada, um importante assunto em debate na Câmara de Vereadores teve a participação de apenas cinco edis (os demais 16 lavaram as mãos) e nenhuma presença dos representantes do grupo que não concorda que apenas taxistas e mototaxistas devam fazer o transporte individual de passageiros, em Porto Velho. Tratou-se do caso do aplicativo Uber, que está chegando em praticamente todas as grandes cidades brasileiras. A Câmara estava lotada, apenas por representantes dos taxistas e mototaxistas. A maioria dos pronunciamentos foi contra a possibilidade do Uber chegar por aqui. Apenas um ou outro apoiador do aplicativo, foram ao encontro, mas, é claro, não abriram a boca. O clima de beligerância era tão grande, os discursos tão agressivos, as acusações contra o Uber tão pesadas, que os poucos defensores do aplicativo ficaram bem quietinhos. Ficou claro que, se depender da Câmara de Vereadores, o Uber não vem para Porto Velho. Ao menos como um serviço autorizado, como o é em outros locais do país.

 

PERGUNTINHA

Se você foi o ganhador dos 97 milhões de reais que a Mega Sena sorteou nesta quarta à noite, já decidiu onde vai gastar toda essa fortuna de um dos maiores prêmios de loteria na história do pais?

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