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Para o palestrante, a verdadeira assistência social é cristã e busca promover o indivíduo

Na palestra de encerramento do IV Encontro Estadual da Área de Promoção Social Espírita (APSE), realizada em Porto Velho neste sábado e domingo, no Centro Espírita Irmão Jacob e Bezerra de Menezes, o professor e assistente social Reinaldo Nobre Pontes, falou sobre o atendimento fraterno, acolhimento e a assistência aos necessitados.

Para ele, o processo de acolhimento promove no ser humano o autoconhecimento e a derrubada de “muros internos”, acabando por refletir em tudo o que fazemos. Reinaldo afirma que realizamos assistência porque a recebemos e devemos fazê-lo pois a recebemos gratuitamente.

O palestrante explanou sobre o histórico da assistência social, que na Idade Média já era realizada pela Igreja e pelo Estado, “mas como um controle das pessoas”. Pontes afirma que hoje, por tudo o que a sociedade passa, são provações necessárias para que ocorra o processo evolutivo, especialmente em se tratando da pobreza, afirmou.

“O que se dá hoje na sociedade são ajustes, através da misericórdia divina, que nos oferta o livre arbítrio em todas as nossas decisões”. Para ele, esta é uma justiça restauradora.

Reinaldo enfatiza que não se pode confundir assistencialismo com assistência social. “O assistencialismo é fruto da esmola, que gera humilhação a quem recebe; a verdadeira assistência é feita com Jesus, com amor, sendo, portanto, libertadora e não escravizante. Produz libertação”.

A esmola, esclareceu Pontes, humilha e degrada porque é fruto de sobras. “Quem recebe é humilhado”.

Reinaldo Pontes questionou se atender a quem está abaixo da linha da dignidade (que é estabelecida pelo Estado como as condições mínimas de sobrevivência) é assistencialismo? “É assistencialismo alimentar a quem tem fome? dar de beber a quem tem sede? e a oferecer o mínimo necessário para sua subsistência? ”

Respondeu com outro questionamento. “E se Jesus resolvesse desistir de nós por falharmos tanto em nossa jornada, o que seria de nós”. Por isso, disse que “não podemos desistir de nossos irmãos que estão na jornada evolutiva e que não conseguem se promover sozinhos. Precisam sim ser auxiliados enquanto for necessário.

Mas alertou que “toda ajuda tem de ser feita com amor, com respeito. Caso contrário, vira manipulação, dominação. Isso sim é fazer assistencialismo”. Para haver respeito com o próximo é preciso que todos tenham em mente os ensinamentos do Mestre que pede “amai-vos uns aos outros” e também que “se faça com o outro o que gostaríamos que fizessem conosco”.

Finalizou pedindo que a assistência tem de romper a relação de quem tem e de quem não tem, através do amor e do respeito, pois ser pobre é apenas uma condição do indivíduo, mas que não o torna um incapaz, afirmou.

Cultura

O grupo de teatro do Centro Espírita Irmão Jacob (Ceijac) realizou momento artístico e cultural na noite de sábado (10) com a apresentação da Parábola do .

Geovani Berno

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