O Brasil entrou na reta final da Segunda Guerra Mundial, mas seus pilotos se destacaram muito, quando o mundo da aviação recém começava a se expandir e decidir batalhas. A FAB já nasceu recheada de heróis, com a participação de brasileiros que encantavam aliados e adversários por sua coragem e incrível perícia, no comando de operações aéreas, na Itália, onde tivemos muitos grande pilotos realizando operações espetaculares. Pois desde o final da Guerra contra o nazismo, a Força Aérea Brasileira não montava uma operação tão grandiosa como a que realiza agora, contra o tráfico internacional de drogas e armas e a circulação de aviões ilegais. Do sul do Rio Grande, lá na fronteira com o Uruguai até o Amapá, grandes operações aéreas estão sendo feitas no combate ao crime. Quem falou nisso foi o ministro Raul Jungmann, ao visitar a Base Aérea de Porto Velho, nessa quarta. Ele contou que só nas fronteiras com o Paraguai e com a Bolívia (aqui, na nossa vizinhança), há um efetivo de 800 membros da FAB, entre pilotos e equipes de apoio, além de 30 aeronaves, incluindo os rápidos Super Tucanos, que o porto velhense já se habitou a ver voando sobre a cidade. O que o Ministro disse de mais importante é que a operação em toda a fronteira brasileira tem uma orientação clara: aviões que estiverem na ilegalidade, suspeitos de transportar drogas ou qualquer mercadoria ilícita, serão perseguidos e alertados para que desçam em aeroporto determinado pela FAB. Caso não o faça, o perseguidor está autorizado a dar tiro de aviso e, em último caso, derrubar a aeronave, conforme autoriza a Lei do Abate. Jungmann contou que já houve ao menos três apreensões e uma aterrissagem forçada de um dos aviões e apreendidas mais de 600 quilos de cocaína, em Goiás.

Nos últimos anos, mais de dois mil ataques de aviões da FAB contra aviões  ilegais, não só na Amazônia, mas em todas as regiões do país, deixam claro o quanto o tráfico de drogas e armas têm usado a aviação para o transporte dessas mercadorias ilícitas. Pelo ar, estamos ganhando a guerra contra o crime organizado. Infelizmente, em terra e nas fronteiras onde correm rios, estamos perdendo feio. Só com a Bolívia, temos mais de 1.350 quilômetros de fronteira e sua fiscalização é tão ridícula que poderia passar por ela uma plantação inteira de cocaína sem ser detectada. Esta na hora do  Ministério da Defesa e do seu comandante, Raul Jugmann, começarem a investir pesado, também, na proteção de nossas fronteiras, onde elas estão mais vulneráveis. Já dominas o ar. Mas nem perto de protegermos as coisas aqui embaixo…

BOAS NOVAS E PÃO DURISMO

Não estivesse o governo um duro sistema de economia de toda a grana; não fosse Confúcio Moura  tão  pão duro, certamente a turma palaciana gastaria um bom dinheiro com fogos, para comemorar pelo menos duas ótimas notícias nessa semana que se encaminha para fechar os primeiros oito dias de julho. A primeira delas: pesquisa feita na Capital, aponta números superlativos de aprovação do Governador e sua administração. Do total dos entrevistados, mais de 41 por cento consideram o governo do Estado, liderado por Confúcio, como ótimo ou bom. Não se tem notícia de números tão positivos de um governo, só em Porto Velho (a Capital é, geralmente, muito crítica em relação aos governantes) há bastante tempo. Acrescente-se aí o Regular e o número chega a 81 por cento. A outra boa nova tem relação com o Tribunal de Contas do Estado. Por unanimidade, os conselheiros aprovaram as contas de Confúcio Moura dos anos de 2011 e 2012. O grupo palaciano comemora muito, mas sem gastar…..

 

“OBRA” SUBTERRANEA!

Por pouco, mas por muito pouco, dezenas de criminosos que cumprem pena no Presídio Urso Branco não se escafederam na noite de terça-feira, segundo o site Rondiniaovivo. Eles já tinham cavado um túnel de mais de 50 metros, com ventiladores, lâmpadas e um sofisticado sistema para que não fosse descoberta a terra que estava sendo retirada no local. Os agentes penitenciários desconfiaram que alguma coisa estava errada, pela movimentação que notaram próximo ao local onde o túnel estava sendo cavado. Bastou uma pequena pesquisa para que a “obra” subterrânea fosse descoberto. O assunto ainda não foi  comentado oficialmente pelos órgãos de segurança, mas nos bastidores, o comentário é de que poderiam ter fugido até uma centena de presos, entre os quais alguns dos mais perigosos.

OUTRO CRIME LESA PÁTRIA

Amedrontado, posto contra a parede, com uma popularidade só menos baixa do que a de José Sarney no final do seu mandato, nos anos 90, quando a inflação chegou a 1.764 por cento, o presidente Michel Temer está estudando como vai cometer mais um crime contra o Brasil. Ele vai voltar atrás, para ter o apoio das centrais sindicais dominadas há anos por pelegos e representantes do PT, do PC do B, do PDT e outros partidos de esquerda e pode não assinar, na nova lei trabalhista, aquela cláusula que todo o brasileiros decente exige: o fim do imposto sindical obrigatório. Essa coluna comentou esse assunto no mês passado, quando ele era apenas um risco. Mas agora, parece que a decisão está tomada. Para não parecer que houve uma negociata (e houve), Temer vai substituir o imposto sindical por outro muito semelhante, que manteria os milhares de sindicatos que abundam no país, apenas para encher os bolsos dos seus líderes, sobrevivendo com dinheiro público. A negociata está envolvendo também o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e, é claro, Paulinho da Força Sindical, que todos sabemos quem é!

CADÊ OS REMÉDIOS?

A falta de medicamentos básicos, principalmente na rede pública de saúde, mas até  nas farmácias privadas, para quem tem condições de pagar, é de assustar. Na Central de Medicamentos, está faltando Insulina 100, remédio que os portadores de diabetes têm que tomar todos os dias e não há previsão de quando o abastecimento voltará ao normal. As famílias pobres, que não têm como muitas vezes nem se manter, tem que arrumar cerca de 900 reais por mês para que alguém da sua família, com a doença, não corra o risco de ficar com graves sequelas, quando não corre risco de morte. A má notícia é que, mesmo nas farmácias, a insulina especial não é encontrada com facilidade. Quem sofre de angústia e síndrome do pânico, por exemplo, também tem que correr desesperadamente às farmácias de Porto Velho, porque um dos medicamentos mais receitados, é raro de se achar. O paciente ou seus familiares são feitos de idiotas, ainda. Quando a receita determina que o remédio seja de 30 miligramas, por exemplo, só se encontram caixas  com comprimidos de 15 miligramas. Como o medicamento é controlado, inferniza-se a vida do doente, exigindo que vá, volte, procura, retorne, troque as receitas, porque senão fica sem a dose diária que necessita. É uma vergonha o que se faz com muitas pessoas doentes nesse país. Lamentável!

POLÍCIA RODOVIÁRIA SEM GRANA

Tem dinheiro sobrando para a roubalheira. Para a corrupção. Para investir em obras gigantescas de países amigos, como ocorria nos governos do PT. Tem dinheiro sobrando para emendas parlamentares, porque o Presidente da República precisa ficar bem com o parlamento, para que todos fiquem amiguinhos e salvem um mandato sem apoio popular, mesmo que constitucionalmente legítimo. Grana não falta. Mas para órgãos essenciais, como a Polícia Rodoviária Federal, aí não tem. Porque a PRF trabalha pelo cidadão comum; protege as rodovias; prende  centenas de criminosos todos os dias; faz grandes apreensões de drogas; atua diretamente para salvar milhares e milhares de vidas no trânsito. Para a PRF, nada. Ao ponto da instituição ter que diminuir significativamente suas atividades em todo o país, porque não há dinheiro, porque faltou planejamento do Governo; porque só não falta money para sacanagem e para os parceiros. O povo brasileiro, protegido pela PRF, é apenas um detalhe. Num país sério, esse fato grave, essa vergonha, seria certamente punida como um crime lesa Pátria. Mas aqui, os (ir)responsáveis, claro, não só nunca serão punidos, como serão reeleitos pelo voto popular, na próxima eleição.

 

NO ACRE ESTÁ PIOR

A coisa está ficando feia também no nosso vizinho Acre, com números espantosos em relação à violência. Para se ter ideia, só no primeiro semestre, foram registrados nada menos do que 200 assassinatos. Trinte e três por mês; mais de um por dia. O mês de julho recém começou e, nada menos do que sete novos crimes de mortes foram cometidos, quase dois por dia, aumentando consideravelmente os índices já terríveis entre os acrianos. Em comum, a covardia. Bandidos se aproximam das vítimas de carro ou moto e atiram à queima roupa, fugindo em seguida. O avanço do terror do crime organizado é notório, a ponto de as polícias civil e militar estarem trabalhando em turnos extras, para tentar contê-lo. Poderia ter notícia pior? Não esqueçam que isso aqui é Brasil, portanto a uma notícia ruim, segue-se uma péssima. As autoridades alegam que a tremenda violência no Acre não afeta o cidadão comum. Como assim, cara pálida?

PERGUNTINHA

Você aí que tanto fez campanha para Aécio Neves, como o Salvador do  Brasil, na última eleição presidencial, não está morrendo de vergonha com seu candidato, por ele ter se envolvido em tantas sacanagens com o dinheiro público?

Comentários

comentários