O ex-senador boliviano Roger Pinto Molina, 58 anos, faleceu nesta quarta-feira, 16, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base do Distrito Federal. Ele foi vítima de um acidente aéreo em Luziânia (GO), no último sábado (12).

A informação sobre a morte do político boliviano foi dada há pouco pelo senador Sérgio Petecão, amigo de Molina. “É com pesar que comunico o falecimento do grande amigo, senador boliviano Roger Pinto Molina.”

Fuga da Bolívia em 2012

Enquanto senado, Roger Pinto Molina fazia oposição ao governo do presidente boliviano, Evo Morales. Em maio de 2012, pediu asilo na embaixada do Brasil em La Paz, alegando ser vítima de perseguição política. Depois de 15 meses vivendo na representação brasileira para não ser preso, quando já se encontrava com o estado de saúde debilitado, o então encarregado de negócios da embaixada, Eduardo Saboia, ajudou Pinto Molina a fugir de carro até a fronteira com o Brasil, em Corumbá (MS). De lá, seguiu de avião até Brasília.

O episódio abriu uma crise no governo da então presidente Dilma Rousseff, alinhado ao de Morales. O então chanceler, Antonio Patriota, perdeu o cargo por causa da fuga. Saboia foi alvo de processo interno no Itamaraty. Atualmente, Patriota é embaixador em Roma e Saboia, promovido a embaixador, trabalha no gabinete do atual ministro, Aloysio Nunes Ferreira.

Na capital federal, o ex-senador boliviano obteve uma licença para atuar como piloto profissional. Segundo relatou a VEJA em fevereiro, essa é uma área em que já tinha atuado em seu país. Ele é sogro de Miguel Quiroga, o piloto do avião que caiu com o time da Chapecoense em novembro de 2016

com informações revista veja e ac24horas

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