Os Estados de  Rondônia (RO), Acre (AC), Amazonas (AM), e Roraima (RR) foram responsáveis, em 2016, por 2.379 ocorrências de infrações envolvendo embarcações em seus rios e igarapés. As informações são da Marinha do Brasil que divulgou balanço em reportagem ao Estadão neste domingo (27).

Segundo o Comando da Marinha, em 2016 houve 9,8 mil infrações em todo o país. No total, foram inspecionadas 173 mil embarcações em 2016. Neste ano, houve 108 mil perícias. Sobre naufrágios, de janeiro a agosto deste ano foram registrados 107 naufrágios, contra 95 casos no mesmo período de 2016, um crescimento de 12,63%.

Nos últimos dias, o Brasil registrou três graves acidentes envolvendo embarcações. Um em menos de quatro dias. Dois acidentes, um na Bahia e outro no Pará, chocaram o país. O mais recente ocorreu neste final de semana em Roraima quando duas crianças e duas adolescentes morreram após uma canoa virar no Rio Água Boa.

A canoa transportava dez pessoas, sendo três adultos e sete crianças e adolescentes, entre 3 e 14 anos de idade. A Família pescava no momento do acidente. Os casos serviram para aumentar as estatísticas e chamar atenção para a necessidade de intensificar as medidas de segurança na proteção de quem usa este meio de transporte bem como a importância de fiscalizações.

Na reportagem do Estadão, o almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, disse que 80% dos acidentes com embarcações registrados em rios, lagos e mares do País são por “negligência, imperícia ou imprudência”. “A fiscalização precisa melhorar? Precisa. Mas não é só isso” (…) Não é possível ter um fiscal em cada rio e ponto do País e vistoriar todas as embarcações”, afirmou.

Ele lembrou que no Brasil são mais de 20 mil quilômetros de vias navegáveis. Por semana, 4,5 mil viagens intermunicipais são por barcos, lanchas e navios, conforme a pesquisa divulgada neste ano pelo IBGE. Ele ressalta que a fiscalização é difícil porque muitas vezes a distância entre a unidade da Marinha e a área a ser vistoriada chega a 500 quilômetros – como, por exemplo, na Amazônia. Não há, porém, previsão de abertura de novos postos de fiscalização.

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