Os bancários de Rondônia promoveram, na manhã desta quarta-feira, 20/9, ato em defesa dos bancos públicos brasileiros. O protesto aconteceu na frente da matriz da Caixa Econômica Federal, no Centro de Porto Velho, inclusive com distribuição de uma cartilha que mostra as verdades sobre a importância de bancos como o Banco do Brasil, a Caixa, Banco da Amazônia, BNDES – e tantos outros – para a sociedade brasileira, e as mentiras contadas pela grande mídia e pelos grandes poderosos interessados na extinção dos bancos públicos que são responsáveis pelo desenvolvimento social da nação.

Os bancários esclareceram aos clientes e usuários da Caixa – que esperavam a abertura da agência numa gigantesca fila – que sem os bancos públicos toda a sociedade será castigada com a extinção sumária dos mais importantes programas de desenvolvimento social, como o FIES (Financiamento Estudantil), Minha Casa Minha Vida (habitação), Pronaf (Agricultura Familiar), além do fim do financiamento de muitas obras de infraestrutura para o país e para fora dele – que gera milhões de empregos aos brasileiros.

“Sem os bancos públicos quem vai sofrer é a população, os municípios, os estados, o país inteiro, pois os bancos privados não estão interessados nos projetos sociais, já que visam apenas o lucro e nada mais. Em momentos de crise foram os bancos públicos que não deixaram o Brasil ir à falência, a exemplo da crise internacional de 2008, quando os bancos públicos – diferente dos bancos privados – reduziram os juros e aumentaram a oferta de financiamentos e, com isso, conseguiram impedir que o impacto da crise econômica que atingiu o mundo inteiro fosse tão danoso para a população brasileira”, detalhou José Pinheiro, presidente do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO).

O dirigente explicou ainda que são inverdades o que dizem sobre os financiamentos do BNDES para países estrangeiros, como se o banco fizesse financiamento para fora em vez de aplicar os recursos no próprio país.

“Os empréstimos feitos pelo BNDES para países em desenvolvimento além de ter um índice zero de inadimplência, ainda promovem o desenvolvimento para dentro do país, já que como contrapartida, os países que recebem estes recursos são obrigados a comprar os equipamentos produzidos no Brasil e adotar a mão de obra brasileira. Assim são garantidos mais de 2 milhões de empregos para os brasileiros, mas isso ninguém conta, pois preferem usar mentiras para, novamente, colocar em descrédito a existência dos bancos públicos”, acrescentou Pinheiro, que conclamou todos os bancários, trabalhadores e população em geral a intensificar e multiplicar a luta em defesa dos bancos públicos, seja no trabalho, seja nos lares. “Por isso não podemos admitir que este governo tente dar um fim aos bancos que respondem verdadeiramente pelo progresso, pelo desenvolvimento social deste país. Para se ter uma idéia das más intenções deste governo – que atende aos interesses dos bancos privados e de grupos estrangeiros – em acabar com os bancos públicos aos poucos, só neste ano o Banco do Brasil fechou mais de 800 agências e fechou 10 mil postos de trabalho com seu programa de demissão voluntária. Já na Caixa a projeção de fechamento é de mais de 120 agências no país e o PDVE já atingiu 5 mil postos de trabalho e ainda continua aberto. Ou seja, o governo quer deixar a economia do Brasil sob a responsabilidade integral do capital privado e isso não é o que quer a população brasileira, principalmente os trabalhadores e famílias que necessitam dos programas sociais executados e gerenciados pelos bancos públicos”, concluiu o dirigente.

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