A Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) lamenta a notícia do encerramento das atividades da centenária indústria gráfica que edita o jornal Alto Madeira, uma testemunha ocular da história de Rondônia desde 1917. Para o presidente da Fiero, Marcelo Thomé, em que pesem as dificuldades por que passam o jornalismo impresso no mundo todo, a notícia do fechamento deixa a todos um pouco tristes.

“É um jornal com a cara da gente desta terra e que há mais de um século testemunha e registra o desenvolvimento regional, dando sua contribuição ao progresso cultural e a integração regional.

Pelas próprias circunstâncias temporais, “o Alto Madeira deixa um legado, mas também uma lacuna difícil de ser preenchida”, afirmou o presidente da Fiero.

Para além das questões culturais, a diretoria da Fiero entende que o fechamento de uma indústria não é positivo para o momento econômico que o Brasil atravessa. Além da peculiaridade da própria atividade jornalística, a Fiero também contempla que o encerramento das atividades de uma indústria gráfica elimina postos de trabalho e enfraquece a economia local.

Instalado em Porto Velho desde 1917 como parte do Condomínio dos Diários Associados, de Assis Chateaubriand, o Alto Madeira testemunhou importantes fatos da história e evolução de Rondônia e desde a sua fundação alimentou polêmicas, uma delas com o cientista Osvaldo Cruz, que veio a Santo Antônio do Rio Madeira e, espantando-se com a ocorrência de epidemias, comparou a Amazônia ao inferno.

Para Marcelo Thomé, com a força da marca conhecida dos rondonienses há mais de um século e caso a família detentora do título decida, o Alto Madeira pode facilmente migrar para as plataformas digitais e se beneficiar do know how de mais de cem anos de história.

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