Entre as mudanças da Reforma da Previdência, estão os aumentos da idade de aposentadoria e do período de contribuição

A democratização da informação e a facilitação ao acesso de investimentos têm feito as pessoas se alertarem para a importância de criar uma reserva financeira para situações de instabilidade.

Nesse contexto, os planos de previdência privada são uma das modalidades mais atrativas. Estima-se que, após a aprovação da Reforma da Previdência, essa demanda aumente. Por conta disso, entender como funciona esse tipo de investimento e quais as suas vantagens é fundamental para decisões conscientes.

O que é a previdência privada
Atualmente existem dois tipos de previdência: privada e pública.

A previdência pública fica a cargo do INSS e suas regras tornam a contribuição de determinados trabalhadores obrigatória.

Já o plano de aposentadoria privada é um tipo de aplicação. O investimento permite maior liberdade na adesão, pois qualquer pessoa pode investir.

Contar apenas com a aposentadoria do INSS pode ser arriscado
Como trata-se de um benefício público, as regras podem ser revistas devido a questões econômicas ou políticas, desfavorecendo o beneficiário.

Entre as mudanças da Reforma da Previdência, estão os aumentos da idade de aposentadoria e do período de contribuição para requerer o benefício em algumas situações.

Devido ao peso que possui no contexto econômico nacional e como é influenciada pelo cenário demográfico do país, questões relacionadas à previdência social estão sempre em pauta na Câmara dos Deputados e no Congresso Nacional.

Com um plano de aposentadoria privada, o investidor tem mais flexibilidade no resgate dos investimentos e na escolha do valor da aplicação.

Tipos de previdência privada
No Brasil, as modalidades mais comuns são os Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL).

No PGBL, o investidor poderá abater do imposto de renda até o limite de 12% da sua renda bruta o valor investido durante o ano.

Para quem faz declaração simplificada de IR ou é contemplado com o benefício da isenção, é recomendável aderir ao VGBL.

Nele, ao investidor não é permitido subtrair de seu imposto os desembolsos realizados durante o ano, mas, no momento do saque, pagará o imposto sobre os rendimentos.

A adesão a planos de previdência demanda os seguintes custos:

Taxa de carregamento: quantia paga sobre o valor investido que serve para cobrir despesas de quem está administrando, tida como uma taxa complementar;
Taxa de administração: usada para pagar pelos serviços de administração e gestão dos investimentos.
Além disso, o Imposto de Renda (IR) incide sobre o investimento. Por conta disso, aderir a um plano de aposentadoria privada deve estar alinhado a um planejamento tributário.

Existem, atualmente, duas forma de tributação.

A progressiva é a mesma usada para tributar mensalmente os salários. O percentual cresce de acordo com o valor resgatado ou do benefício mensal (tratando-se do PGBL) ou conforme os rendimentos, no caso do VGBL. Nessa tabela, quando o investidor realiza o resgate, existe uma cobrança de 15% de Imposto de Renda. Havendo diferença, menor ou maior, será ajustada na declaração anual.

A regressiva é uma tabela criada exclusivamente para planos de aposentadoria privada. Começa com alíquota de 35%, até o segundo ano da aplicação. Nesse percentual existe subtração de 5% a cada 2 anos até o limite de 10%. É indicada para quem investe no longo prazo.

Vantagens de investir em previdência privada
Quem investe em previdência privada sabe que tem garantida uma renda futura para o caso de eventualidades, ou seja, uma reserva de emergência.

O dinheiro pode ser usado como complemento para a aposentadoria, para iniciar um negócio ou servir como fonte de renda futura.

Ao se aposentar, o INSS possui um teto máximo de valor que pode ser pago por mês aos beneficiários, independente do salário que serviu como base durante o período de contribuição.

Com um plano de aposentadoria privada, pode-se manter o padrão de vida, caso ganhe salário superior ao teto da previdência pública.

Esse tipo de investimento não possui o chamado “come-cotas”, que é o recolhimento antecipado de imposto de renda sobre os investimentos. Além disso, é possível fazer a portabilidade, mudando o plano a qualquer momento sem precisar efetuar o resgate.

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