O presidente da Assembleia Legislativa (ALE/RO) Laerte Gomes, do PSDB, fez um discurso bastante crítico na Tribuna do Poder rechaçando ofensivas travadas por membros da gestão Marcos Rocha (sem partido), mas, especialmente, abordando a promessa não cumprida pelo secretário Fernando Máximo, titular da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau/RO). O tucano relembrou que o governo não pode reclamar da Casa de Leis porque todas as matérias são apreciadas, sem exceção; lembrou, ainda, que a crítica e fiscalização fazem parte do trabalho do parlamento.

“Mas também há o papel de cobranças. É pra ajudar o Estado, o governo”, declarou.

Gomes alegou ter sido atacado com matérias, fakes [notícias falsas], charges, enfim, “ataque muito forte nas redes sociais. E fui ver quem estava me atacando”.

E apontou nomes:

“Dizem que é muito bravo. Aí que me deu vontade de falar. Sávio Ricardo, policial militar, ou ex-militar, parece que teve problema grave no passado. É assessor da Presidência do Porto (SOPH), com salário de R$ 9,2 mil. A mulher dele está no CDS-10 de R$ 5 mil na SUGESPE. E tem mais: a mulher dele está também no grupo de trabalho no DER ganhando outros R$ 5 mil. Então existe razão para bater na gente”.

Em seguida, acrescentou:

“Só fiz questão de mostrar isso porque acho que não é dessa forma que a gente chega à convivência harmônica, de respeito”.

“Todas as denúncias que fizemos na Assembleia, como a questão das ambulâncias, não falamos que havia algo errado, falamos que o preço era abusivo. Que alguma coisa não estava certa”.

A conclusão do discurso traz a parte mais grave. Laerte indica que na terça passado o secretário Fernando Máximo garantiu cem mil kits para teste rápido de Coronavírus em Rondônia para a próxima quinta-feira, ou seja, em 48hs. Gomes ressaltou que já se passaram doze dias e os kits ainda não chegaram. Além disso, prosseguiu o presidente, a empresa responsável pela entrega já teria recebido R$ 3,5 milhões do Estado.

“Estou preocupado. O secretário Fernando Máximo disse, na terça-feira, que na quinta chegariam 100 mil kits para fazer exames. Se passaram doze dias e esses kits não chegaram ainda. E a minha preocupação maior é que foi adiantado para essa empresa o pagamento de R$ 3,5 milhões. E pelo que vi aquele dia o capital social da empresa é muito pequeno. Uma empresa que ninguém conhece. Vamos pedir a Deus, mesmo que atrasado, para o bem do Estado, que essa empresa entregue esses kits, senão a coisa é muito grave”, sacramentou.

CONFIRA O VÍDEO :

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ccom informações, rondoniadinamica, oobservador e assessoria ALE/RO

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