Lamentavelmente, ainda há pessoas que insistem em confundir um partido politico como um instrumento para o uso de vontades e conquistas pessoais

Por Valdemir Caldas

Experiente, lúcido, dotado de extraordinária capacidade intelectual e de uma visão aquilina dos assuntos pertinentes à cidade que o acolheu, Walter Waltenberg poderia tranquilamente continuar contribuindo com o Tribunal de Justiça de Rondônia, como desembargador desde novembro de 2005, depois de exercer inúmeras atividades na seara jurisdicional, mas preferiu abrir mão das prerrogativas e vantagens inerentes ao cargo para aceitar o convite de dirigentes partidários para participar de uma nova e ensolarada arrancada político-administrativa, mesmo sabendo dos pesados sacrifícios pessoais e familiares próprios do posto, qual seja, disputar a sucessão municipal de Porto Velho, mas não esperava que, nessa caminhada, tivesse que enfrentar uma disputa de egos entre membros da agremiação que ele se dispôs a representá-la em novembro próximo. Alguns o veem como alguém capaz de mudar, com sua nobreza moral, os rumos da politica local; outros, porém, preferem apostar suas fichas no passado falsamente moralizador, eivado de vícios e mazelas condenáveis, frequentador assíduo das páginas policiais.

Lamentavelmente, ainda há pessoas que insistem em confundir um partido politico como um instrumento para o uso de vontades e conquistas pessoais, que em nada de afinam com os princípios democráticos que fingem abraçar, evidenciando, assim, que continuam presos ao passado vicioso, esquecendo-se de que a atividade politica precisa se ajustar ao bem coletivo, como mecanismo de fraternidade, e não de apetites eleitoreiros. As experiências têm se mostrado muito amargas para aqueles que teimam em manter-se na crista da onda da vida politica à custa de práticas anacrônicas.

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