Apenas beneficiários do Ciclo 1 receberão todas as parcelas; Caixa dizia que cidadãos poderiam se inscrever até data limite, sem prejuízos

A maior parte dos beneficiários do auxílio emergencial não receberá todas as nove parcelas do governo – cinco de R$ 600 e quatro de R$ 300. Apenas o grupo que faz parte do Ciclo 1, os primeiros a se inscrever no auxílio, vão receber todas as parcelas. A informação foi confirmada pelo Ministério da Cidadania em nota ao IG .

“Serão pagas até quatro parcelas do novo valor. Contudo, o benefício acaba em dezembro deste ano, ou seja, quem começou a receber o auxílio emergencial em abril, terá direito às quatro parcelas. Quem passou a receber a partir de julho, por exemplo, terá direito a apenas uma parcela do novo benefício, que será paga no mês de dezembro ”, disse o Ministério da Cidadania, na nota.

O auxílio será pago até o dia 31 de dezembro, data de corte do benefício. Apenas parte dos beneficiários (quem pertence ao Ciclo 1), terá todas as parcelas. Outra parte (quem pertence aos Ciclos 2, 3 e 4), não receberá todas as parcelas do auxílio emergencial.

Benefício residual
O Ministério respondeu também com um trecho da Medida Provisória 1.000/20, da prorrogação de R$ 300 do auxílio: “O auxílio emergencial residual será devido até 31 de dezembro de 2020, independentemente do número de parcelas recebidas.”

Nos últimos meses, por coletivas de imprensa, o presidente da Caixa Econômica Federal instruía o público a fazer a inscrição no auxílio até o dia 2 de julho, data em que as inscrições se encerraram.

Promessa descumprida
Pedro Guimarães dizia que todos os beneficiários receberiam todas as parcelas, independentemente da data de entrada no programa. Mas a promessa foi descumprida pelo governo com a Medida Provisória da prorrogação de R$ 300.

Na redes sociais, os beneficiários do auxílio emergencial demonstraram revolta sobre a desigualdade no recebimento da renda do governo. Isso porque quem começou a receber o auxílio logo no início do programa terá, ao todo, um amparo financeiro maior pelo governo federal do que o resto dos beneficiários.

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