O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, participa de audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

O competente ministro da Infraestrutura do governo Bolsonaro, Tarcísio Gomes de Freitas, anda entusiasmado, quando fala, principalmente, numa obra vital para a Amazônia: o asfaltamento dos pouco mais de 900 quilômetros de BR 319, que liga Porto Velho a Manaus. Dominada por ONGs e interesses internacionais, sempre com o apoio de ala aparelhada tanto do Ministério Público quanto do Judiciário, a região ficou quase três décadas sem que se pudesse mexer nela, porque os brasileiros não apitavam nada. Agora defenestrados pela força das urnas e sob a liderança de um governo com olhar diferenciado para nossa Amazônia, a maioria deles perdeu o poder de mando. Agora, há outros interesses, que não os ideológicos e os grandes negócios internacionais em jogo. A força contrária ainda é muito forte. Não vai aceitar passivamente os avanços, que podem representar benefícios para 20 milhões de pessoas, que vivem nessa desafiadora área do nosso país. Numa Live nessa semana, com os governadores do norte – incluindo Marcos Rocha, de Rondônia – o ministro confirmou o início das obras e garantiu que a rodovia será um modelo de sustentabilidade.

O que aconteceu com a 319, foi um dos maiores atentados contra a nossa Amazônia e principalmente contra os amazonenses, isolados por terra, durante longos anos, do restante do país. O abastecimento de alimentos, que Rondônia pode oferecer em abundância; vários tipos de outros produtos; o turismo regional, tudo isso foi ignorado, em nome de uma defesa ambiental que, no fundo, sabe-se o quanto estavam, em muitos casos, recheados de outras prioridades. A BR 319, que já havia sido pavimentada, foi abandonada, no meio do duro inverno amazônico, foi sendo destruída aos poucos, sem manutenção, para atender a esses interesses, que nunca foram os de crescimento e desenvolvimento da região. Na Live com o ministro, nessa semana, os governadores de Rondônia, Marcos Rocha; do Acre, Gladson Camelli; do Amazonas, Wilson Miranda e de Roraima, Antônio Denarium, deixaram claro sobre a importância da obra para todo o norte. Rocha, aliás, destacou que o asfaltamento da BR 319 “significa respeitar toda essa população”. O ministro Tarcísio está otimista e garante que a obra vai sair, será concluída e será um exemplo para o país e o mundo, por todos os cuidados ambientais que ela terá. Há, contudo, os menos otimistas. Mesmo depauperadas, longe do poder e sem o dinheiro oficial, muitas ONGs, várias delas defendendo interesses de empresas de seus países de origem, não vão aceitar entregar a rapadura assim, tão fácil. Não importa o quão sustentável seja a rodovia; não importa a proteção que se dará ao meio ambiente e nem a preocupação com a travessia de animais, porque o que importa a eles, obviamente, nada tem a ver com os interesses maiores do Brasil. Portanto, vamos aguardar para ver se a BR 319 será mesmo toda asfaltada ou se repetirá a mesma história de quase 30 anos.

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