O empresário Fausto de Oliveira Moura, que gravou prefeitos supostamente recebendo propinas em troca da liberação de pagamentos por contratos públicos é velho conhecido da polícia e já foi preso por corrupção e esteve envolvido diretamente no escândalo da prefeitura de Vilhena, que culminou com o fim das carreira política do então prefeito José Rover. Moura é o delator da Operação Reciclagem, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira em Rondônia.

Fausto foi preso em 20 de junho de 2016, em uma das etapas da Operação Tríade. Ele também foi investigado na Operação Sitgma. De acordo com a Polícia Federal, Fausto Moura foi quem denunciou os prefeitos “espontâneamente”. Seu alvo era Luiz Ademir Schock, o “Luizão do Trento”, prefeito de Rolim de Moura.

Apesar de praticar corrupção ativa, ele não foi indiciado pela Polícia Federal. E as investigações se concentraram apenas entre os períodos de dezembro de 2019 a setembro deste ano, ou seja, o que Moura pagou de propinas no passado foi ‘perdoado’.

Moura representa várias empresas que detém contratos públicos com prefeituras em Rondônia, um total de 14, de acordo com levantamento do BLOG. Segundo o delegado que preside o inquérito, Flori Cordeiro de Miranda Júnior, “as investigações pararam por ai porque se desse continuidade, envolveria outras autoridades”.

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