O vereador Affonso Cândido, presidente da Câmara de Vereadores de Ji-Paraná, tinha decidido não participar da eleição deste ano. Não iria em busca da reeleição. O destino, contudo, bateu à sua porta. Com a prisão do prefeito Marcito Pinto, envolvido num escândalo de propinas, junto com outros prefeitos do interior, Affonsinho, como é chamado pelos amigos, foi cumprir com seu dever constitucional e, aos 30 anos, se transformou no mais jovem comandante da Prefeitura da sua cidade, em toda a história. A decisão, a princípio, era apenas cumprir os pouco mais de 90 dias de mandato, até que, em janeiro, assumisse o novo prefeito, a ser eleito em 15 de novembro. Mas, novamente, tudo deve mudar. Affonso Cândido começou a ser pressionado por lideranças políticas de vários partidos, com vozes poderosas, como os senadores Marcos Rogério, presidente regional do DEM, partido do jovem prefeito interino, para que ele aceite substituir Marcito na chapa formada com o apoio de uma dezena de siglas. Affonso Cândido deve, ao que tudo indica, aceitar a missão de concorrer à reeleição na Prefeitura, onde ficaria, inicialmente, por apenas três meses. Agora, só falta Affonso mudar todos os seus planos de deixar a política e voltar a ela, como postulante a um mandato de quatro anos. E falta, é claro, combinar com o eleitor. As pesquisas, por enquanto, dão vantagem ao jovem deputado Johnny Paixão, principal representante da oposição ao atual governo municipal. O emedebista Isaú Fonseca também é um dos nomes muito fortes na disputa.

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