Vereadora gastou com advogados mais de R$ 40 mil de dinheiro público somente em 2019

O site da Câmara Municipal de Porto Velho mostra que a vereadora Cristiane Lopes, somente em 2019, gastou R$ 40.500,00 de dinheiro público para pagar por assessoria jurídica. Neste mesmo ano ela também precisou de advogados caros para forçar uma enfermeira a assinar um acordo judicial, desistindo de uma queixa por difamação, conforme o BO 123171/2019.

Conforme o BO, no dia 11 de julho de 2019, perto do meio dia, Cristiane Lopes foi até a Policlínica Ana Adelaide, e causou transtorno e confusão. A enfermeira, funcionária pública municipal, estava no banheiro e foi questionada de maneira ríspida por Cristiane, devido a uma suposta demora.

Conforme o BO, Cristiane Lopes estava alterada e falando em tom alto, passando a ofender a enfermeira, chamando-a de “mal educada” e dizendo que a servidora “tinha jeito de gangueira”, além de soltar piadinhas difamatórias para que outras pessoas escutassem, causando constrangimento e consternação à vítima.

Cristiane Lopes não teria se identificado como vereadora, e apesar de dizer que estava acompanhando uma paciente, estaria fazendo uma reportagem jornalística, e de acordo com o BO quis fazer sensacionalismo para angariar repercussão.

“Como Jeane pediu para que aquilo se encerrasse, pois estava trazendo transtornos a ela, Cristiane deu a famosa carteirada, perguntando se Jeane não sabia quem era ela, que ela era importante”, cita o BO.
A enfermeira explicou que até então não sabia quem era Cristiane Lopes, e que apenas seguiu os trâmites normais. A vítima negou que tenha passado “horas” fora da sala, e que foram 20 minutos, e ainda teve que expor de forma constrangedora o que estava fazendo no banheiro.

Em um vídeo, Cristiane Lopes, em tom duro, demonstra indignação. “Ela me disse que estava fazendo cocô”, afirma a vereadora. Cristiane não gostou da resposta, pelo jeito. A servidora, diante da humilhação, procurou a Polícia.
No BO consta que a enfermeira foi ameaçada por Cristiane Lopes. A vereadora teria dito que “mexeria os pauzinhos” para prejudicar a vítima.

“Os pacientes que estavam na unidade se mostraram irritados com a presença de Cristiane e se dispuseram a ser testemunhas de Jeane, devido à prepotência da acusada”, consta no BO. Devido ao acordo feito com a juridicamente bem assessorada vereadora, a servidora não pode mais falar sobre o assunto.

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