“Não posso prometer, mas é uma oportunidade excepcional para Porto Velho. E nós vamos começar a trabalhar nos projetos logo depois da posse. Pode ser que a Prefeitura consiga recursos até para executar, no âmbito do município, a política de distribuição de renda do governo federal com o auxílio emergencial de R$ 600,00. Tudo depende da atitude do prefeito e de sua capacidade de articulação com os organismos nacionais e internacionais. Nossa experiência nos credencia a isso, o que pode ser comprovado pelo trabalho que realizamos em Porto Velho e no estado”.

O otimismo do candidato a prefeito Wlilliames Pimentel (MDB – 15) é baseado no compromisso do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Bindem, de constituir uma ajuda internacional de 20 bilhões de dólares para o Brasil empregar na proteção da floresta amazônica. “A proposta, reiterada pelo novo presidente dos EUA no discurso da vitória, representa a primeira iniciativa verdadeiramente séria de cuidar e proteger a floresta sem descuidar do povo. A natureza precisa produzir riquezas para assegurar sua preservação”.

O governo americano, assim como os demais países ricos, sabe que não se consegue avançar um centímetro na proteção da floresta enquanto os habitantes da região continuarem na miséria. É óbvio que de for dado a escolher pelo cidadão entre preservar a floresta ou desmatar para levar comida para casa, a decisão é óbvia e a derrubada inevitável. “Mas havendo recursos, poderemos trabalhar pelo fim das queimadas e do desmatamento. E assim como já aconteceu com as colônias de pescadores no defeso, os próprios produtores rurais poderão fiscalizar” – disse..

“Por isso vamos trabalhar de imediato em projetos de melhoria das condições de vida da população. O foco principal de nossa atenção inicial será para o grupo dos excluídos, aquelas famílias de invisíveis, que vivem em situação de miséria, abandonadas nas calçadas ou pedindo ajuda nos cruzamentos. Nosso plano de governo prevê a destinação de uma ajuda mensal de R$ 150,00, com recursos de parte dos royalties das usinas. O ideal, claro, é conseguir ajuda internacional para elevar o valor desse auxílio”.

– “Mas, havendo recursos, poderemos trabalhar efetivamente para solução de nossos gravíssimos problemas fundiários. A imensa extensão territorial de Porto Velho nos credencia a apresentar propostas mais ambiciosas, de regularização fundiária, incremento da produção sustentável, recuperação de áreas degradadas, correção do solo, postos de saúde, transporte escolar e suporte à implantação de tecnologia na produção e substituição das queimadas. Com uma vida melhor e dinheiro no bolso, cada produtor rural pode se transformar em fiscal da natureza. Poderemos até propor – e realizar – um projeto de desmatamento zero em Porto Velho” – disse Pimentel..

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