Resultado parcial da fase 3 de testes poderá ser aberto e analisado por um comitê internacional para checar eficácia da vacina

Os estudos clínicos da fase 3 da CoronaVac – vacina chinesa contra a covid-19 produzida entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac – atingiram o número mínimo de infectados necessário para iniciar o processo de análise de eficácia do imunizante. Era necessário que 61 pessoas apresentassem infecção por coronavírus, mas segundo o Comitê da Covid em São Paulo, 74 já tinham se infectado até o final da semana passada.

Agora, o teste de fase 3 do imunizante entra na reta final, segundo anúncio do governo de São Paulo, feito durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira. Na prática, explicou o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, o estudo clínico poderá ser aberto, e os resultados analisados.

— A boa notícia é que o Instituto Butantan detalha a fase final da aprovação da CoronaVac. Teremos a divulgação (dos resultados) sobre a eficácia da vacina na primeira semana de dezembro. Irá mostrar o quanto a vacina é capaz de proteger na vida real contra o coronavírus — afirmou Jean Gorinchteyn.

Na fase 3 dos estudos são vacinados dois grupos de voluntários, todos profissionais de saúde. Metade toma o imunizante para covid-19 e outra metade toma uma vacina de meningite, a título de placebo. A divisão dos grupos ocorre em sigilo, e nem os voluntários nem os médicos sabem qual substância tomaram.

Antonio Molina/Agência O Globo

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