Medidas incluem investimento em automação da rede, deslocamento e aumento de equipes para áreas afetadas e reformulação dos canais de atendimento, com aplicativo para celular e outras tecnologias

Em janeiro, a temporada de chuvas em Rondônia se intensifica. Esse período é marcado por alta incidência de raios e ventos fortes que variam, em média, entre 40 e 60km/h, mas podem ultrapassar os 80km/h em cenários mais adversos. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), tal cenário tem impacto direto no sistema elétrico. Levantamento do instituto mostra que os raios são responsáveis por cerca de 70% dos desligamentos na rede de transmissão e 40% na de distribuição de energia e queima de transformadores no Brasil. Em Rondônia, a incidência de descargas atmosféricas também é alta. Segundo estudo do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Inpe, Cacoal é o 363º município do país com maior concentração de raios, com média 13 raios por km²/ano, Ji-Paraná é o 530º com 11 raios por km²/ano e Porto Velho está na 781º com 8 ocorrências km²/ano.

O gerente de Operações da Energisa Rondônia, Carlos Alexandre de Oliveira, orienta como os clientes devem agir durante as tempestades e conta como a concessionária se preparou para o período, com investimentos constantes na modernização e manutenção do sistema elétrico.

Por que o fornecimento de energia pode ser afetado na época de chuvas?

Carlos Alexandre: Durante os temporais são frequentes casos de quedas de árvores, deslizamento de terras e objetos que são lançados sobre a rede, causando o rompimento de cabos de energia e a destruição de postes, provocando o desabastecimento de energia.

Como a Energisa sabe quais locais estão sem energia? Precisamos avisar sempre?

Carlos Alexandre: O sistema elétrico em Rondônia conta com tecnologias de automação que permitem o monitoramento da rede de energia em tempo real. Com esses equipamentos inteligentes na rede, sempre que há alguma ocorrência, comprometendo o fornecimento de energia para um bloco grande de clientes, é emitido um alerta no Centro de Operações Integrado da Energisa. Contudo, a distribuidora orienta que o cliente faça contato por meio dos Canais de Atendimento e informe a falta de energia.

Mas como o cliente pode ter certeza que o problema foi causado pela chuva e não por outra fator?

Carlos Alexandre: Orientamos os clientes a sempre observarem se o problema está concentrado em sua residência ou se atinge toda a vizinhança. Antes de realizar o contato com a concessionária, vale a pena verificar também se os seus disjuntores internos e externo estão ligados. Agindo assim, os clientes contribuem para diminuir deslocamentos desnecessários das equipes operacionais no dia a dia do atendimento emergencial.

Como evitar danos nos equipamentos durante as chuvas?

Carlos Alexandre: Problemas em aparelhos eletroeletrônicos nem sempre são causados por distúrbios na rede de energia. Má utilização e tempo de vida útil do equipamento são a causa da maior parte dos defeitos. Mas a Energisa orienta que o cliente mantenha em dia as instalações elétricas da residência, incluindo o aterramento das tomadas e, durante chuvas com raios, a maneira mais eficaz de evitar danos é retirar os aparelhos da tomada.

E quando um raio causa o rompimento de um cabo elétrico, como o cliente deve proceder?

Carlo Alexandre: De forma geral, durante chuvas com raios é importante buscar abrigo e evitar lugares descampados, ficar longe de árvores e de estruturas altas, como torres de telefone ou de energia elétrica. No caso de cabos elétricos rompidos, é importante manter a distância e comunicar a distribuidora.

E se o cabo energizado cair sobre um veículo?

Carlos Alexandre: Permaneça dentro do veículo e entre em contato com a Energisa. Uma equipe irá até o local isolar a área e garantir que as pessoas saiam do interior do carro com segurança. A energia é invisível, então você não saberá se o cabo está energizado ou não. Outra dica importante: nunca se aproxime do veículo ou dos cabos caídos ao chão na tentativa de prestar socorro. Ligue para o Corpo de Bombeiros (193).

Por que a luz fica piscando em alguns momentos durante chuvas fortes?

Carlos Alexandre: A rede de energia conta com equipamentos inteligentes que atuam para garantir que o fornecimento de energia seja o mais seguro possível. Os religadores são esses equipamentos que desligam a rede quando o sistema é atingindo por um raio ou objetos lançados pelo vento. O equipamento fará algumas tentativas de religamento da rede, o que causa a impressão de que a luz está piscando, quando na verdade é o sistema de proteção evitando curtos-circuitos e danos ao sistema e aos clientes. Nos dois anos de atuação no estado, foram investidos R$ 13,9 bilhões nesse tipo de tecnologia.

A Energisa tem equipes em todos os municípios para atender as ocorrências?

Carlos Alexandre: Nossas equipes estão em todo estado, desde o menor município até a capital. São profissionais qualificados e especializados que juntos somam mais de 2 mil horas de treinamento. Nos dois anos de atuação, o número de equipes mais que dobrou. Além disso, temos um plano de contingência contra danos causados pelas chuvas. Nesses episódios, deslocamos equipes de outras áreas da empresa, como as de atendimento comercial, para agilizar os atendimentos.

Como o cliente pode informar a falta de energia?

Carlos Alexandre: A Energisa ampliou seus canais de atendimento 24 horas. Agora, além do 0800 647 0120, temos o aplicativo de celular Energisa On (disponível para iOS e Android), o WhatsApp da Gisa (69 9 9358-9673) e a Agência Virtual (www.energisa.com.br) foram reformulados com tecnologias modernas de inteligência artificial e robôs. Em todos esses canais, o cliente sempre deve informar o número da Unidade Consumidora, que consta na fatura de energia.

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