O Novo Ensino Médio (NEM) constitui mais uma estratégia vencedora implantada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em 2019 nas unidades de Rondônia iniciando com quatro turmas, sendo o estado que mais apostou neste projeto, cujos primeiros frutos serão colhidos com a formatura destas turmas em 2021.

Rondônia entrou com o número maior de alunos em comparação aos demais estados, que começaram com 40 alunos. “Aqui começamos com 160, ou seja, com quatro vezes mais alunos. Apostamos alto na aceitação da sociedade local. Está dando certo, tanto que em janeiro de 2021 entraram três novas turmas, com o início do ano letivo”, ressalta o superintendente SESI-IEL e o diretor regional do SENAI-RO, Alex Santiago.

Santiago destaca que o SENAI de Rondônia foi avaliado pelo Sistema de Avaliação da Educação Profissional (SAEP), como um dos melhores em termos de qualidade de ensino profissionalizante, obtendo nota 8,6, ou seja, 10,25% acima da média nacional. “Além de avaliar o aprendizado, o SAEP serve de parâmetro para qualificar a gestão, infraestrutura e capacidade técnica e pedagógica das escolas técnicas. Em Rondônia participaram alunos de todas as unidades do estado”, disse.

De forma desafiadora o SESI-SENAI/RO implantou o NEM em 2019 nas quatro Unidades SESI- SENAI de Porto Velho, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena, que ofertam Educação Básica e Educação Profissional. O curso de Eletrotécnica foi escolhido para as primeiras turmas após pesquisa de avaliação de demanda nacional junto a profissionais das indústrias dos diferentes segmentos.

O primeiro impacto positivo da adoção do Novo Ensino Médio, no ponto de vista de Santiago, foi a integração entre SESI e SENAI. O primeiro dá as habilidades básicas em complemento às habilidades técnicas do segundo. Estas primeiras turmas ajudaram e continuam ajudando, ao longo do percurso, a corrigir alguns pontos fazendo com que as duas casas, em todo o Brasil, tivessem um programa bem especifico às necessidades da indústria e dos estudantes.
A partir da implantação do NEM, de forma arrojada pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO) através dos seus braços operacionais SESI e SENAI, surgiram novas necessidades, por exemplo, que o professor esteja mais alinhado e mais atento à aplicação do que ensina em sala. “Não basta passar apenas a teoria, pois é fundamental a integração com a prática. Tudo que é novo gera questionamentos, no entanto, em linhas gerais, a aceitação por parte dos nossos alunos foi excelente. Afinal, eles sairão com formação do melhor dos mundos. Ou seja, saem preparados por SESI e SENAI para o mercado de trabalho”, garante Santiago.

Segundo o coordenador de Educação Básica e Profissional SESI-SENAI-IEL-RO, Jair Coelho, o Novo Ensino Médio mudou a proposta pedagógica de SESI e SENAI agregando valor para educação básica e educação profissional, provocou mudanças substanciais quanto as opções de itinerários e a proposta pedagógica para essa estrutura de ensino prioriza no lugar das antigas provas teóricas, de viés anacrônico, exista um novo conjunto de avaliações posicionando o aluno como protagonista do aprendizado.

Coelho explica que os conceitos, nesse ínterim, são gerados com base na resolução de problemas, produção autoral, projetos interdisciplinares, debates, testes de progresso e simulados diversos. Nesse novo formato o estudante dispõe de uma metodologia muito mais interativa, dinâmica, flexível e criativa, com foco nas áreas de conhecimentos e na formação técnica e profissional focada em perfil atualizado global.

Ao todo, são três mil horas para todo o ensino médio, que começa com maior ênfase nos conteúdos gerais e, gradualmente, aumenta-se o número de horas-aula para a formação técnica e profissional. No primeiro ano, são 800 horas para conteúdos gerais e 200 horas para aulas sobre iniciação ao mundo do trabalho. No segundo ano, são 600 horas para conteúdos gerais e 400 horas para formação técnica e profissional. No terceiro ano, isso se inverte: são 400 horas para formação geral e 600 horas para habilitação técnica.

Ainda conforme o coordenador, contou-se muito com a estrutura já existente do SESI e do SENAI que viabilizou a adaptação rápida das aulas para o modelo a distância/híbrido em meio à pandemia e, assim, cumprindo o calendário escolar.

Percorridos três anos, ao final de 2021 o SESI-SENAI formará as quatro turmas piloto em Rondônia, com alunos que irão concluir o NEM formados no Itinerário V, que associa o ensino regular à formação técnica e profissional. “Dando certo para além das melhores expectativas, através de um aprendizado contextualizado e integrador. Todas as novas turmas do NEM do SESI-SENAI Rondônia, iniciadas desde o dia 27 de janeiro de 2021 são turmas pagas. As turmas anteriores foram gratuitas”, finalizou Coelho.

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